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O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Edson Fachin atende ao pedido da procuradora-geral da República, Raquel Dodge, e determina a abertura de processo para apurar o pagamento de caixa dois do grupo J&F, dono da JBS, para o deputado Onyx Lorenzoni (DEM-RS), futuro
chefe da Casa Civil do governo do presidente eleito, Jair Bolsonaro. As informações são do jornal O Globo.

O pedido não corresponde ainda a um inquérito, mas a uma fase anterior a essa. Fachin atendeu a pedidos para a abertura de 10 processos com o objetivo de apurar o suposto pagamento de caixa 2 a parlamentares.

Também foram abertos processos para apurar as condutas dos deputados Alceu Moreira (MDB-RS); Marcelo Castro (MDB-PI); Jerônimo Goergen (PP-RS); Paulo Teixeira (PT-SP); Zé Silva (SD-MG); e dos senadores Ciro Nogueira (PP-PI); Eduardo Braga (MDB-AM); Renan Calheiros (MDB-AL); e Wellington Fagundes (PR-MT).

O ministro é relator da Operação Lava Jato e da delação dos executivos do grupo J&F no STF. Mas os novos processos não irão automaticamente para ele. Serão encaminhados para a livre distribuição, ou seja, haverá sorteio para escolha de seus relatores.

Com exceção do presidente da Corte, ministro Dias Toffoli, qualquer um dos demais 10 integrantes do STF, inclusive o próprio Fachin, poderá ser sorteado relator de um desses processos.