Bolsonaro: estados entram na Previdência se governadores tiverem votos

O presidente disse ainda que está negociando a inclusão de policiais no texto da reforma

Igo Estrela/MetrópolesIgo Estrela/Metrópoles

atualizado 02/07/2019 13:05

O presidente Jair Bolsonaro (PSL) disse, nesta terça-feira (02/07/2019), que a inclusão de estados e municípios no relatório da Previdência não depende mais do Executivo, mas que o trecho só será incluído caso os governadores atraiam votos a favor do relatório.

“Essa discussão mudou de campo. O campo é o Parlamento. Agora, para entrar estados e municípios, os governadores, em especial do Nordeste e de esquerda, tem que votar favorável. Até pouco tempo eles queriam que fosse aprovada a reforma com voto contrário deles pra não ter desgaste. Tem desgaste no Parlamento sim”, disparou o presidente.

Porém, apesar da ponderação, Bolsonaro se mostrou confiante quanto à aprovação do texto que será apresentado na comissão especial nesta terça-feira e disse que tem auxiliado as articulações.

“Pretendemos fechar hoje a leitura do relatório. Conversei com o Samuel também, o relator lá de São Paulo, lógico que o grande trabalho é feito pela equipe do Paulo Guedes [economia] com outros ministros”, defendeu.a

“Há um sentimento dentro do parlamento, e fora também, que tem que mudar, se não mudar o Brasil vai ter mais problemas econômicos pela frente”, continuou.

O presidente comentou, ainda, que tem negociado com os governadores a inclusão dos estados e municípios no texto.

Policiais X Forças Armadas
Questionado sobre as demandas das categorias policiais na reforma da Previdência, Bolsonaro afirmou que tem estudado a possibilidade de inclusão de uma aposentadoria diferenciada para a classe.

“Está sendo negociado. Liguei para o [delegado Maurício] Valeixo agora, que é o dirigente da Polícia Federal, estamos tratando do assunto”, disse.

Porém, ele pregou que os policiais devem fazer sacrifícios, já que, na sua avaliação, as forças armadas também sofrerão com os reajustes no texto. “Todo mundo vai ter sacrifícios, nós das forças armadas também estamos tendo. Estamos tendo desde 2000. A única reforma da Previdência que não ocorreu em 2000 foi a nossa”, continuou.

O Metrópoles revelou que o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), passou a responsabilidade de inserir policiais em regras distintas no texto da reforma para o ministro da Economia, Paulo Guedes. A ideia é não ficar com a pecha de ele ajudou a “desidratar” a Previdência.

A respeito das emendas parlamentares no Congresso Nacional, o presidente afirmou que, havendo recursos disponíveis, todas serão aprovadas. “Ninguém está inventando recurso. Havendo recurso, liberaremos as emendas”, finalizou.

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