Bolsonaro desconversa sobre futuro do líder do governo no Senado

Fernando Bezerra Coelho e seu filho foram alvo de uma operação de busca e apreensão da Polícia Federal

JP Rodrigues/MetrópolesJP Rodrigues/Metrópoles

atualizado 20/09/2019 21:18

Ao chegar ao Palácio da Alvorada na noite desta sexta-feira (20/09/2019), o presidente Jair Bolsonaro (PSL) desconversou ao ser questionado sobre pressões internas em relação à situação do líder do governo no Senado, Fernando Bezerra Coelho (MDB-PE). “Não, não, não”, interrompeu, impaciente. Em seguida, começou a falar sobre sua viagem aos Estados Unidos, com ida programada para segunda-feira (23/09/2019). 

Bezerra e seu filho, o deputado federal Fernando Coelho Filho (DEM-PE), foram alvo de busca e apreensão da Polícia Federal em uma investigação sobre o pagamento de vantagens indevidas a autoridades. O líder colocou o cargo à disposição depois do episódio, na quinta-feira (19/09/2019).

“Eu vou me preparar, estou me preparando. Eu quero sair daqui numa boa, tanto é que a previsão da área saúde é sair na segunda e na madrugada de quarta-feira já estar de volta aqui. Não tem mais nenhum compromisso, apenas um jantar que devemos comparecer. Estaremos lá ao lado do Trump”, continuou o presidente, ainda sem falar sobre o senador.

O chefe do Executivo brasileiro reforçou que mantém uma relação de proximidade com o presidente norte-americano.“É um motivo de honra para mim, satisfação. Eu tenho conversado muito com ele sobre os mais variados assuntos”, afirmou.

Como justificativa para não responder às perguntas sobre Fernando Bezerra, que seriam gravadas e não ao vivo, o presidente da República voltou a dizer que a imprensa deturpa suas falas e comentou sobre a publicação de reportagens a respeito de um “gabinete do ódio” no Palácio do Planalto. “O que é que é isso? Por que inventaram esse negócio, pelo amor de Deus? Qual é a intenção”, rebateu Bolsonaro. 

Um dos populares presentes na área exterior ao Alvorada se identificou como parte do grupo de colecionadores de armas, atiradores e caçadores (CACs) e pediu providências a respeito de benefícios esperados.

Bolsonaro afirmou que tem conversado com sua equipe ministerial  sobre os pedidos. “Hoje mesmo conversei com o ministro Jorge [Secretaria-Geral], que trata desse assunto. Nós vamos fazer mais algumas alterações no decreto. O que é mais importante, o R-105, conversei com o general Fernando [Defesa] para desburocratizar aquele negócio lá”, disse. 

“Não queremos qualquer suspeição de estarmos, por algum motivo, seja qual for, atrapalhando a compra de armamento pelo cidadão de bem”, garantiu o presidente.

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