Bolsonaro: “Acredito que meu filho será aprovado na sabatina”

O presidente estava acompanhado do vice, Hamilton Mourão, e de ministros do governo. Davi Alcolumbre, do Senado, também estava no evento

Igo Estrela/MetrópolesIgo Estrela/Metrópoles

atualizado 18/07/2019 19:18

No ato que celebrou os 200 primeiros dias do seu governo, o presidente Jair Bolsonaro (PSL) disse acreditar que o seu filho Eduardo será aprovado na sabatina do Senado, caso seja indicado para o posto de embaixador brasileiro em Washington, capital dos Estados Unidos. Em fala direcionada ao presidente da Casa, Davi Alcolumbre (DEM-AP), Bolsonaro deu a entender que, caso Eduardo não passe pelo crivo dos parlamentares, pode indicar o atual ministro da Relações Exteriores, Ernesto Araújo, para a embaixada.

“Essa possível indicação passa pelo Senado. Acredito que a sabatina será feita com rigor e ele será aprovado”, disse. “Essa possível indicação passa por vocês, Davi Alcolumbre. Agora vamos supor, em um caso hipotético, eu chamar o Ernesto pra ser embaixador e colocar meu filho de ministro”, sugeriu.

Pouco antes, Alcolumbre havia pregado a conciliação entre os poderes. “A minha presença significa respeito do Congresso Nacional à sua gestão. Quero, enquanto presidente do Congresso, falar em nome dos 81 senadores e 513 deputados. Tivemos o mais efetivo semestre dos últimos 25 anos no Parlamento. Pela fórmula do diálogo e conciliação”, afirmou.

“Tenha no Congresso o esteio da Democracia. Só com o fortalecimento das instituições poderemos dizer que vivemos em uma democracia fortalecida e consolidada. Não existe rivalidade entre o Parlamento e o Executivo. O que existe são homens e mulheres trabalhando de mãos dadas pelo bem da União”, prosseguiu Alcolumbre ao presidente Bolsonaro.

Forças armadas
O presidente, que é capitão da reserva do Exército, negou que, ao estabelecer regras de aposentadoria mais brandas para militares, estaria sendo corporativista. Ele voltou a dizer, no entanto, que as forças armadas são responsáveis pela democracia no Brasil.

“Nós temos uma linha que eu tenho de seguir, foi isso que fez o povo brasileiro confiar em mim. Eu não sou corporativista, mas procuro atender as forças armadas, que são responsáveis pela nossa democracia”, disse. “Quem veio trabalhar comigo sabe da minha posição. Não posso ter um ministro falando favoravelmente ao desarmamento, se a minha linha não é essa. Tenho que defender a linha e as bandeiras que fizeram o povo acreditar em mim”, prosseguiu.

Na sequência, o presidente voltou a criticar os seus antecessores. Segundo ele, em respeito às famílias, proibiu gastos públicos com assuntos e temas que não estejam de acordo com os valores conservadores. “Formamos um time, e esse time entrou em campo. Eu não posso admitir que com dinheiro público se faça filme como da Bruna Surfistinha”, citou.

Acompanhado de vários de seus ministros, entre eles o da Economia, Paulo Guedes, além do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), o presidente da República, Jair Bolsonaro (PSL) comemorou, na tarde desta quinta-feira (18/07/2019), 200 dias de mandato. Na ocasião, ele apresentou um balanço desses pouco mais de 6 meses de governo.

Todo o governo tentou, durante o evento, ressaltar que o Palácio do Planalto e suas pastas estão cumprindo as promessas de campanha. “Temos mais de 50 entregas já feitas. É só o começo de um governo que está voltado para o seu povo”, afirmou o ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, o primeiro a falar.

Saque do FGTS
A expectativa inicial do Planalto era oficializar, também nesta tarde, as regras para o saque do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). No entanto, como a equipe econômica não teve tempo hábil de finalizar o programa, apesar do anúncio, a parte prática da medida ficará para a próxima semana.

 

Segundo o ministro Onyx Lorenzoni, os técnicos ainda fazem ajustes na medida provisória que trata do FGTS e do PIS/Pasep. De acordo com ele, a divulgação dos detalhes de quem poderá sacar a verba e quanto deve ser feita entre quarta-feira (24/07/2019) e quinta (25/07/2019), a depender da agenda do presidente Bolsonaro.

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