Após mais de cinco horas, cirurgia de Bolsonaro chega ao fim

A previsão de duração do procedimento era de aproximadamente três horas. Ele foi a São Paulo corrigir uma hérnia na região do abdômen

Fotos, Rafaela Felicciano/MetrópolesFotos, Rafaela Felicciano/Metrópoles

atualizado 08/09/2019 13:01

Com mais de cinco horas de duração, a quarta cirurgia do presidente da República, Jair Bolsonaro (PSL), chegou ao fim no início da tarde deste domingo (08/09/2019). O procedimento teve início por volta das 7h30 e foi encerrado às 12h40, informou a assessoria de imprensa do Palácio do Planalto.

Bolsonaro foi a São Paulo para corrigir uma hérnia incisional, quando há saliência no tecido abdominal. A região já foi operada outras três vezes desde o dia em que ele levou a facada, durante um comício em Juiz de Fora, em setembro do ano passado.

O procedimento foi realizado pelo cirurgião Luiz Macedo, de 67 anos, e estava marcado para as 7h. Mas começou com atraso. De acordo com a equipe médica que cuida do presidente, a cirurgia era mais simples do que as anteriores e comum em pacientes que já se submeteram a outras intervenções no abdômen.

A hérnia incisional ocorre geralmente após um procedimento cirúrgico, na cicatriz onde foi realizado o corte. Por isso, a parede muscular do abdômen fica enfraquecida, resultando em uma “cavidade” interna, próximo ao tecido, que pode ser ocupada por algum dos órgãos da região.

O período de recuperação pós-cirúrgica é de 10 dias. Bolsonaro ficará internado ao menos cinco dias e, nos cinco restantes, estará em recuperação. Se tudo ocorrer bem, o presidente deve ser liberado e voltar a Brasília com ordem de repouso. Até que ele possa despachar, o vice-presidente Hamilton Mourão ocupará o cargo, a partir deste domingo até quinta-feira (12/08/2019).

Bolsonaro chegou à capital paulista na noite de sábado (07/09/2019), após participar do desfile do Dia da Independência. Na sexta (06/09/2019), ele passou o dia em dieta líquida por orientação médica, a fim de se preparar para o procedimento.

Aos jornalistas que o esperavam no Palácio do Alvorada, ele disse que estava confiante. “Há dois dias eu estou observando fielmente [as recomendações] que os médicos passaram para mim. Se Deus quiser, correrá tudo bem”, disse.

Acompanharam o presidente em São Paulo a primeira-dama, Michelle Bolsonaro, e os filhos Eduardo Bolsonaro, deputado federal (PSL-SP), e Carlos Bolsonaro, vereador (PSC-RJ). O senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ), também chegou ao local durante esta manhã.

Um ano do ataque
Em 6 de setembro de 2018, durante campanha eleitoral, Jair Bolsonaro foi esfaqueado por Adélio Bispo de Oliveira em um comício em Juiz de Fora (MG). O autor do crime está preso. Desde então, o presidente passou por três cirurgias – todas na área abdominal.

O primeiro procedimento foi realizado logo após o ataque, em um hospital na cidade mineira. Durante a intervenção, comandada por sete especialistas, Bolsonaro precisou receber transfusões de sangue e foi colocada nele uma bolsa de colostomia.

O segunda ocorreu em São Paulo, logo após ele ter sido transferido de Juiz de Fora. A equipe médica precisou reabrir o local do corte e desobstruir o intestino delgado. Em janeiro de 2019, já como presidente, ele voltou à capital paulista para retirar a bolsa de colostomia.

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