Policiamento é reforçado no Jacarezinho; parte da região está sem luz

Há policiais nas principais vias de acesso à comunidade, mas não há informações sobre confrontos. Foram 29 mortos em ação da polícia

atualizado 08/05/2021 13:09

Proteste no dia seguinte da operação que deixou 25 mortosAline Massuca/Metrópoles

Rio de Janeiro – O policiamento foi reforçado nas principais vias de acesso à comunidade do Jacarezinho, na zona norte, neste sábado (8/5). Mas não há informações sobre confrontos ou barulhos de tiros, segundo moradores. De acordo com a Polícia Civil, em razão da operação realizada quinta-feira (6/5), foram registradas 28 mortes de acusados de envolvimento com o tráfico de drogas e do policial civil André Leonardo de Mello Frias, sepultado nessa sexta-feira (7/5).

Na tarde deste sábado, estão previstos seis sepultamentos nos cemitérios do Caju e Inhaúma, zona norte. Em vídeo enviado ao Metrópoles, o presidente da Associação de Moradores do Jacarezinho, Leonardo Pimentel, explicou que a comunidade tenta retomar a rotina. Ele mostra marcas de tiros em uma farmácia e projéteis deflagrados e alega que parte da comunidade está sem luz porque transformadores foram atingidos por disparos.

“As ruas e o comércio eram mais movimentados. Transformadores foram atingidos, a concessionária já fez contato com a Associação para retomar o serviço. Na farmácia mais tradicional daqui há marcas de tiros na porta desta última operação e de outras, o comércio sofre muito com as operações. São as marcas da chacina no Jacarezinho”, afirmou.

Veja o vídeo:

Nesta sexta-feira, os moradores fizeram manifestação contra a violência. No Instituto Médico-Legal, ainda há parentes tentando a liberação de corpos neste sábado. Há previsão de 13 sepultamentos para amanhã, no Dia das Mães, e segunda-feira (10/5).

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