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Brasil

Polícia vê semelhanças entre fuzis do caso Marielle e Senhor das Armas

Frederik Barbieiri, o Senhor das Armas, é um traficante preso desde 2018 acusado de trazer ao menos 60 fuzis dos EUA para o Brasil

17/03/2019 12:07
PCRJ/Divulgação
Polícia vê semelhanças entre fuzis do caso Marielle e Senhor das Armas

Os 117 fuzis achados na casa de Alexandre Mota, suspeito de ser “laranja” de Ronnie Lessa, apontado como executor da vereadora carioca Marielle Franco e seu motorista, Anderson Gomes, teriam a mesma origem de uma das armas apreendidas em uma megaoperação no Aeroporto do Galeão, no Rio de Janeiro, em 2017. As informações são do jornal O Globo.

Na época da operação no aeroporto, a polícia descobriu 60 fuzis escondidos em aquecedores de piscina. De acordo com as investigações, o armamento foi enviado dos Estados Unidos ao Brasil pelo traficante Frederik Barbieiri, conhecido como Senhor das Armas, e preso em 2018.

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A perícia da Delegacia Especializada em Armas, Munições e Explosivos (Desarme) do Rio apontou semelhanças entre um dos modelos contrabandeados pelo Senhor das Armas e os fuzis apreendidos na casa em que Alexandre, um dos presos, morava. Os detalhes técnicos que chamaram a atenção dos investigadores estão no modelo e na forma com que os fuzis foram falsificados.

“O que há de igual entre estas armas é a plataforma M-16, que ostenta de maneira indevida a marca HK. Vale ressaltar que detectamos, também, que o material apreendido na casa do amigo de Lessa é bem acabado, de uma matéria-prima boa, um aço muito bom. Apesar de não terem sido confeccionadas por nenhum grande fabricante, as peças são de boa qualidade”, disse o delegado Marcus Amim, ao O Globo.

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Senhor das Armas
No ano passado, Frederik Barbieri se declarou culpado de tráfico internacional de armas. De acordo com documentos americanos, ele conspirou com outras pessoas para remover os números de série das armas e contratava transportadoras de remessa internacional sem informar o conteúdo das entregas.

Segundo a polícia, de maio de 2013 a maio de 2017, Frederik Barbieri mandou 120 galões aquecedoras, 520 motores elétricos e 15 unidades de ar-condicionados da Flórida ao Rio de Janeiro, usando o mesmo despachante. As investigações apontam que tudo isso seria disfarce para o contrabando ilegal de armas e munição.