Vídeo: em ato contra Bolsonaro, polícia italiana dispara jato d’água

Protesto ocorreu numa praça a 300 metros da igreja que o presidente brasileiro visitará na cidade de Pádua, no norte da Itália

atualizado 01/11/2021 13:41

Polícia italiana atira jatos d'água em manifestação contra BolsonaroIgor Gadelha/Metrópoles

Enviado especial a Pádua – Dezenas de manifestantes se reuniram nesta segunda-feira (1º/11), na Praça Prato della Valle, em Pádua, no norte da Itália, para se manifestar contra o presidente Jair Bolsonaro. O ato ocorreu pouco antes de o mandatário brasileiro visitar a cidade e acabou sendo dispersado pela polícia italiana com jatos d’água, mesmo em meio a um frio de 12 °C.

Confira o vídeo:

O grupo de manifestantes, na maioria brasileiros, estava desde 14h (horário local) com bandeiras, faixas, cartazes, em português e italiano. Com gritos de guerra, os participantes protestavam contra a falta de atuação do governo brasileiro em relação ao meio ambiente e pediam a saída de Bolsonaro do poder.

A reportagem do Metrópoles, que estava no local, presenciou pelo menos três oportunidades em que os policiais usaram jatos d’água para afastar as pessoas (veja no vídeo). Também jogaram bombas de gás lacrimogêneo. Os militares estavam com cães treinados, mas não soltaram os animais contra os manifestantes.

Após os jatos d’água, o grupo se dispersou por volta das 16h. O local do protesto fica a cerca de 300 metros da Basílica de Santo Antônio de Pádua, que Bolsonaro pretende visitar ainda nesta segunda-feira. Nas redondezas da igreja, apoiadores do presidente o aguardam sem qualquer reação da polícia.

O presidente visita a região. Ele esteve em Anguillara Vêneta, onde nasceu seu bisavô paterno. E fez uma transmissão ao vivo.

“Estou aqui em Pádua, origem da família Bolsonaro. É uma emoção muito grande encontrar os parentes, né? É a primeira vez que a gente vem na Itália, então é bom a gente rever as raízes, porque meus avós foram ao Brasil, qual o motivo… E obviamente, foram em busca de dias melhores, pela dificuldade que a Itália apresentava no momento. Então, é gratificante, fui bem recebido aqui, obrigado a todos”, disse o chefe do Executivo federal.

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