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Brasil

Polícia Federal investiga participação de milícia nas eleições do Rio

Operação deflagrada nesta quinta-feira (12/11) cumpre 12 mandados de busca em casas, comitês e empresas ligadas aos envolvidos

12/11/2020 07:00, atualizado 12/11/2020 12:24
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Tomaz Silva/Agência Brasil
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A Polícia Federal deflagrou a Operação Sólon, na manhã desta quinta-feira (12/11), com o objetivo de apurar a prática de organização criminosa e lavagem de dinheiro conexos a crimes eleitorais no Rio de Janeiro. Os investigadores miram integrantes de uma das maiores milícias que estariam almejando cargos no Legislativo e no Executivo nas eleições de 2020. O intuito dos suspeitos é retomar o poder que tinham na Zona Oeste do município.

A ação conta com a participação de aproximadamente 85 policiais federais. Ao todo, são cumpridos 12 mandados de busca e apreensão em casas, comitês de campanhas e empresas ligadas aos envolvidos.

Entre os alvos, estão os irmãos José Guimarães Natalino e Jerônimo Guimarães Filho, apontados como fundadores da Liga da Justiça, considerada a maior facção de milicianos do Rio. Os policiais acharam grande quantidade de dinheiro nas casas dos suspeitos.

Em uma residência, havia R$ 141 mil e US$ 2.500 . Em outra, R$ 180 mil.

Por meio da análise dos Relatórios de Inteligência Financeira (Rifs), foram detectadas movimentações financeiras atípicas nas empresas ligadas aos investigados. Os valores possivelmente seriam destinados a gastos de campanhas eleitorais.

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Os mandados foram expedidos pela 16ª Zona Eleitoral, especializada na prática de crimes praticados por organização criminosa, de lavagem de dinheiro e outros ilícitos congêneres, conexos a crimes eleitorais.

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Ninguém foi preso uma vez que é proibido, pelo artigo 236 do Código Eleitoral, o cumprimento de mandados de detenção tendo como candidatos como alvo a menos de 15 dias para o pleito, e de eleitores, a menos de cinco dias do dia de votação.

Nome da operação
Sólon foi um estadista, legislador e poeta grego antigo, sendo o criador da Eclésia (Assembleia Popular de Atenas, o berço da democracia).

De acordo com a PF, com o avanço da atuação das organizações criminosas no cenário político, a “Operação Sólon visa reafirmar o poder das instituições que garantem a higidez no processo democrático”.