Polícia cumpre mandados nas casas de pai, mãe e padrasto de Henry

Justiça autoriza apreensão de celulares e quebra de sigilo telefônico de todos os investigados. Morte do menino de 4 anos faz 1 mês no dia 8

atualizado 26/03/2021 10:46

Henry Borel MedeirosReprodução redes sociais

Rio de Janeiro – O delegado titular, Henrique Damasceno, e policiais da 16ª DP (Barra da Tijuca) saíram pouco depois das 5h desta sexta-feira (26/3) para cumprir quatro mandados de busca e apreensão, expedidos pelo 2º Tribunal do Júri da Capital, em endereços ligados aos investigados pela morte do menino Henry Borel Medeiros, de 4 anos, que chegou morto a um hospital da zona oeste do Rio, no último dia 8.

Os agentes estiveram em três endereços: em uma casa do coronel Jairo, pai do vereador Jairinho, padrasto de Henry, em Bangu; no apartamento do pai do menino, no Recreio; e na residência que o garoto morava com a mãe e Jairinho, em Jacarepaguá, todos bairros da zona oeste do Rio. Na casa de Leniel Borel Almeida, pai da criança, os policiais apreenderam um computador.

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A Justiça do Rio autorizou a apreensão dos celulares da mãe, pai, padrasto e avó materna do menino e a quebra de sigilo telefônico de Jairinho e da professora Monique.

O apartamento onde Henry foi encontrado desacordado foi interditado até que a polícia realize novas perícias. As chaves do imóvel deverão ser entregues à polícia.

O delegado Henrique Damasceno disse ao Metrópoles que o caso está correndo dentro do esperado e que está trabalhando muito pra ser breve na conclusão, o que ele garante que vai fazer. Afirmou ainda que a investigação é delicada, porque envolve uma criança de quatro anos, “vítima de uma história muito triste e muito sensível”.

Entenda o caso

O menino Henry Borel Medeiros morreu no dia 8 de março. Segundo Leniel Borel, ele e o filho passaram um fim de semana normal. Por volta das 19h do dia 7, o pai o levou de volta para casa, onde morava com a mãe, Monique Medeiros da Costa e Silva de Almeida, e com o vereador e médico Jairo Souza Santos Júnior, o Dr. Jairinho (Solidariedade).

Ainda segundo o pai de Henry, por volta das 4h30 do dia 8, ele recebeu uma ligação de Monique falando que estava levando o filho para o hospital, porque o menino apresentava dificuldades para respirar.

Leniel afirma que viu os médicos tentando reanimar o pequeno Henry, sem sucesso. O menino morreu às 5h42, segundo ocorrência registrada pelo pai da criança.

De acordo com o laudo de exame de necrópsia, a causa da morte do menino foi hemorragia interna e laceração hepática, provocada por ação contundente. Para especialistas, ação contundente seria agressão.

Investigações

Como parte da investigação da morte de Henry, agentes da 16ª DP (Barra da Tijuca) fizeram uma espécie de reconstituição do último dia do menino, no domingo, quando estava em companhia do pai. Eles recolheram imagens de câmeras do circuito interno de um shopping, onde o garoto foi a um parquinho, e do condomínio em que Leniel Borel morava.

Segundo os investigadores, o menino chegou aparentemente saudável aos locais. A polícia também ouviu testemunhas em ambos os lugares.

No dia 17, Monique e Dr. Jairinho foram ouvidos, separadamente, por cerca de 12 horas na 16ª DP. De acordo com a polícia, a mãe e o namorado só foram ouvidos nove dias depois do crime, porque Monique estaria em estado de choque, sob efeito de medicamentos.

No depoimento, ambos afirmaram que estavam em um quarto vendo série e, quando foram dormir, a mãe encontrou Henry caído no chão, ao lado da cama, com as extremidades frias e com dificuldade para respirar. Monique disse à polícia que acredita que o menino tenha caído da cama.

A equipe médica que atendeu Henry no hospital da Barra; a empregada da casa onde o menino morava com a mãe e o padrasto; avó materna e uma ex-namorada de Jairinho prestaram depoimento aos policiais.

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