Caso Henry: pai contrata peritos para acompanhar as investigações

Leonardo Barreto, advogado do pai do menino, aguarda reconstituição e análise de laudos. Pedido de exumação do corpo não foi descartado

atualizado 25/03/2021 18:51

Henry Borel MedeirosReprodução redes sociais

Rio de Janeiro – A reconstituição da morte do menino Henry Borel Medeiros, de 4 anos, e a análise do laudos são fundamentais para saber o que houve com o garoto que morreu no Barra D’Or, zona oeste, no último dia 8.  Leonardo Barreto, advogado do pai, o engenheiro Leniel Borel, contratou dois especialistas para acompanhar as investigações.

Barreto entende que o depoimento do perito Leonardo Huber Tauil pouco acrescentou sobre as lesões internas, como a laceração hepática, e externas manchas nas costas, na 16ª DP (Barra da Tijuca).

O menino foi entregue à mãe a professora Monique da Costa e Silva no  último dia 7, por voltas da 19h pelo pai. Ela estava com o namorado, o vereador e médico Jairo Souza Santos Júnior, o Doutor Jairinho (Solidariedade). Eles sustentam a tese de acidente doméstico. Imagens de Henry antes em um parquinho em um shopping foram entregues à polícia e não há sinais de lesões.

Peritos que analisaram laudos a pedido do Metrópoles afirmaram que os ferimentos não foram acidentais.

“A reconstituição do caso é um processo natural que será feito pela polícia. Estamos debruçados na análise do laudos, com outros dois peritos, para saber se será necessário a exumação do corpo, algo muito doloroso. Fiz 18 perguntas para o perito, que pouco acrescentou no seu depoimento. Há sinais nas costas do menino que podem ser de bancada que resultou na ação contundente no fígado”, afirmou.

Depoimento da avó

Nessa quarta-feira (24/3), Rosangela Medeiros, avó materna de Henry, informou na delegacia que conhece o atual genro há cerca de 5 meses e contou que ele dava presentes e chocolates para agradar o garoto.

No depoimento à polícia, ao qual o Metrópoles teve acesso, ela alegou que sempre teve uma relação de muito amor com o neto e informou que em uma ocasião, quando Henry estava resfriado e com febre, Jairinho foi até a casa dela para aplicar uma injeção que teria sido receitada por outro médico.

 

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Veja o depoimento da avó de Henry:

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