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Brasil

Polícia Civil do Paraná troca delegada no caso do petista assassinado

Delegada que investigava o assassinato de Marcelo Arruda fez publicações antipetistas no Facebook entre 2016 e 2017

Daniela Santos11/07/2022 12:38, atualizado 11/07/2022 13:49
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Reprodução/Facebook
Delegada Iane Cardoso

A Polícia Civil do Paraná trocou o comando do inquérito que investiga o assassinato do tesoureiro do PT Marcelo Arruda por um bolsonarista. A mudança ocorre após virem à tona uma série publicações antigas da delegada Iane Cardoso, que estava à frente da investigação, com críticas ao partido.

Em nota, a Secretaria de Segurança Pública informou que o inquérito agora será presidido por Camila Cecconello, chefe da Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), mas não esclareceu qual o motivo da troca. O órgão disse ainda que uma equipe de investigadores da DHPP de Curitiba vai reforçar os trabalhos “para garantir celeridade na apuração dos fatos”.

Os posts da delegada foram feitos em 2016 e 2017 e trazem críticas aos ex-presidentes Dilma Rousseff e Luiz Inácio Lula da Silva e a apoiadores do partido. “Alguém precisa estudar a mente dos petistas… Não é normal isso, não!”, disse Iane em uma das publicações.

Confira:

Polícia Civil do Paraná troca delegada no caso do petista assassinado - destaque galeria
9 imagens
Publicação da delegada
SSP informou que verifica o caso
O crime ocorreu nesse sábado (9/7)
Publicações foram feitas entre 2016 e 2017
Criticam principalmente os ex-presidentes Lula e Dilma
Rede social atribuída à delegada fez publicações antipetistas
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Rede social atribuída à delegada fez publicações antipetistas

Reprodução/Facebook
Publicação da delegada
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Publicação da delegada

Reprodução/Facebook
SSP informou que verifica o caso
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SSP informou que verifica o caso

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O crime ocorreu nesse sábado (9/7)
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O crime ocorreu nesse sábado (9/7)

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Publicações foram feitas entre 2016 e 2017
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Publicações foram feitas entre 2016 e 2017

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Criticam principalmente os ex-presidentes Lula e Dilma
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Criticam principalmente os ex-presidentes Lula e Dilma

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Marcelo Arruda foi assassinado quando comemorava seu aniversário
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Marcelo Arruda foi assassinado quando comemorava seu aniversário

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O autor dos disparos é o apoiador do presidente Jair Bolsonaro, Jorge José da Rocha Guaranho
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O autor dos disparos é o apoiador do presidente Jair Bolsonaro, Jorge José da Rocha Guaranho

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Iane também criticou apoiadores do partido
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Iane também criticou apoiadores do partido

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O crime aconteceu em Foz do Iguaçu, na noite de sábado (9/7). O guarda municipal Marcelo Arruda comemorava o aniversário de 50 anos quando o policial penal Jorge José da Rocha Guaranho, que se declara apoiador de Jair Bolsonaro (PL), invadiu o evento e disparou contra o petista, que revidou. A festa tinha como tema o PT e fazia várias referências ao ex-presidente e pré-candidato Lula.

A confraternização era promovida na Associação Recreativa Esportiva Segurança Física Itaipu (Aresfi). A festa tinha poucos convidados — cerca de 40 pessoas. Veja o momento em que os dois trocam tiros:

Inicialmente, a Polícia Civil informou que Jorge José da Rocha Guaranho tinha morrido após Marcelo revidar. Contudo, às 16h40, em coletiva de imprensa, a delegada Iane Cardoso informou que a polícia errou: o agressor estava vivo e foi levado ao hospital.

Veja a nota completa da SESP:

A Secretaria da Segurança Pública do Paraná (SESP) informa que, no início da noite de domingo (10), foi formada uma força-tarefa para a condução das investigações do homicídio do guarda municipal Marcelo Aloizio de Arruda. A delegada Camila Cecconello, chefe da Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), presidirá o inquérito policial e já está em Foz do Iguaçu desde a manhã desta segunda-feira (11).

Uma equipe de investigadores da DHPP vinda de Curitiba reforça os trabalhos para garantir celeridade na apuração dos fatos.

A SESP lembra que a Polícia Civil do Paraná conta com apoio da Polícia Científica para finalização das perícias necessárias para total elucidação do ocorrido.

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