Polícia: ataque à deputada Martha Rocha foi tentativa de latrocínio
Inquérito se baseou em imagens da câmera de segurança no local do crime. Alvo foi escolhido de forma aleatória
atualizado
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A Polícia Civil finalizou na terça-feira (15/1) o inquérito sobre o ataque sofrido pela deputada estadual Martha Rocha, ocorrido no último domingo (13/1), no bairro da Penha, zona norte do Rio de Janeiro. De acordo com o resultado das investigações, a deputada foi vítima de uma tentativa de latrocínio. As informações são do site de notícias O Dia.
Os investigadores chegaram a essa conclusão após a análise de imagens na Delegacia de Homicídios mostrando que a deputada não estava sendo seguida. Ainda segundo os policiais, os criminosos escolheram o alvo de forma aleatória para roubar o carro.
No dia do ataque, a deputada ia para a igreja acompanhada da mãe, de 88 anos, e do motorista particular, o subtenente reformado da PM Geonisio Medeiros. Seu carro foi interceptado por um utilitário branco com quatro homens encapuzados. Houve troca de tiros e o motorista foi atingido na perna. A deputada e a mãe dela não se feriram.
A deputada já foi alvo de ameaças de morte por milicianos no final de 2018, motivo pelo qual o ataque foi investigado como tentativa de homicídio. Outro fato que sustentou a desconfiança de que havia um esquema para matar a deputada foi o volume de tiros contra o veículo, após o motorista sair do carro para tentar fugir.
Martha Rocha foi a primeira mulher a chefiar a Polícia Civil do Rio de Janeiro e é referência nacional no combate à violência contra mulher. Ela teve uma atuação destacada no processo de criação das Delegacias Especializadas de Atendimento à Mulher (Deam). Atualmente ela exerce o segundo mandato como deputada estadual pelo PDT na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj).
