Paulo Hartung decreta luto oficial de sete dias por morte de Camata

Governador eleito, Renato Casagrande; o presidente da República, Michel Temer, e outros políticos também lamentaram assassinato

atualizado 26/12/2018 21:59

Geraldo Magela/Agência Senado

O governador do Espírito Santo, Paulo Hartung, decretou luto oficial de sete dias pela morte do ex-governador Gerson Camata, assassinado na tarde desta quarta-feira (26/12), em Vitória, capital do estado.

“Recebi com muita tristeza a notícia da morte de um amigo, nosso querido ex-governador Gerson Camata. Gerson foi o primeiro governador eleito no nosso estado no período de redemocratização do país. Fez um governo realizador e que entrou para a história dos capixabas. O Espírito Santo perde uma de suas principais lideranças”, disse Hartung em nota oficial divulgada nesta quarta.

“Decretei luto oficial de sete dias. Suspendi imediatamente todas as minhas agendas de trabalho para acompanhar de perto a apuração desse crime tão bárbaro. Estou colocando o Palácio Anchieta à disposição da família Camata para que o funeral seja realizado na sede oficial do governo“, acrescentou o governador.

Sucessor de Hartung no comando do estado, Renato Casagrande (PSB) também se pronunciou. “Consternado com o brutal assassinato do ex-governador Gerson Camata. Lamentável que um homem como ele, que tanto contribuiu para o desenvolvimento do nosso estado, tenha perdido a vida de forma tão trágica. Nos despedimos hoje, com muita tristeza, desse líder carismático e agregador, que fez história no Espírito Santo”, disse, também em nota, Casagrande. “À família, meus sentimentos e minha solidariedade nesse momento de dor”, acrescentou o futuro governador.

Gerson Camata foi assassinato, nesta tarde, aos 77 anos. A Secretaria de Estado da Segurança Pública (Sesp) confirmou que o político morreu, vítima de disparos de arma de fogo efetuados por Marcos Venicio Moreira Andrade, 66, um ex-assessor do emedebista. Preso pouco depois do homicídio, ocorrido em uma área nobre de Vitória, Marco Venicio confessou o crime. O motivo teria sido o fato de o ex-funcionário ter perdido uma disputa judicial para Camata. Testemunhas relataram a frieza do assassino, que executou o ex-governador à sangue frio, com um tiro à queima-roupa.

Emedebistas lamentam
Camata era membro do MDB, que divulgou a seguinte nota de pesar:

“É com pesar que comunicamos o falecimento do ex-senador e ex-governador do Estado do Espírito Santo, o amigo Gerson Camata. 

Sua trajetória, marcada por grandes conquistas e a defesa intransigente da democracia, se soma à capacidade singular de fazer um governo no Espírito Santo, reconhecido por todos, e em três mandatos como senador da República com expressivos resultados para o povo capixaba. Com toda certeza, o reconhecimento da população acerca desse grande líder político capixaba, já se revela através das manifestações de pesar nas redes sociais.

Nós, emedebistas capixabas e brasileiros, só temos que agradecer pela enorme contribuição que Gérson Camata deu à política e ao país e lamentar a atitude insana de quem o tirou de nós, num ato brutal, covarde e desumano.

Nossos sentimentos à família e amigos, rogando que Deus venha confortar os corações entristecidos neste momento de angústia e dor”.

Também emedebista, o presidente da República, Michel Temer, lamentou a perda do correligionário pelo Twitter:


Mais cedo, em nota, o presidente do Congresso Nacional, Eunício Oliveira (MDB-CE), registrou:

“Recebemos com muita tristeza a notícia da morte do ex-senador Gerson Camata, que por 24 anos representou, com destaque, o Espírito Santo no Senado Federal, depois de construir sólida carreira política como vereador, deputado estadual e governador. Nossa solidariedade aos seus familiares, amigos e ao povo capixaba”.

O presidente do Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Cláudio Lamachia, também se manifestou por nota:

“A OAB manifesta pesar pelo falecimento do ex-governador do Espírito Santo Gerson Camata. O assassinato engrossa as estatísticas da violência no Brasil, que vive uma verdadeira epidemia de homicídios. Além de atuar contra a impunidade para os crimes violentos, o Estado precisa, urgentemente, retomar o controle dos presídios, que são o centro propulsor do crime que ameaça a segurança dos cidadãos em todo o país. Hoje, as prisões estão sob comando das facções criminosas e são usadas como centros de formação para novos criminosos, de modo que a criminalidade está sempre crescendo e se renovando. Para barrar esse processo, um bom começo seria haver presídios menores, onde o Estado pudesse fazer valer a lei, e também separar os presos de acordo com a periculosidade. Esses seriam passos concretos para começar a reverter o quadro atual e buscar um futuro em que a insegurança não seja mais uma característica dos grandes centros no Brasil.”

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