Família de bailarina crê que ela lutou antes de ser assassinada

Primo de Maria Glória Poltronieri Borges diz que a jovem foi acampar na área rural de Mandaguari para rezar e se conectar com a natureza

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atualizado 28/01/2020 14:28

A família da bailarina Maria Glória Poltronieri Borges, de 25 anos, que foi encontrada morta na área rural de Mandaguari, no norte do Paraná, na noite de domingo (26/01/2020), acredita que a jovem lutou com o(s) criminoso(s) antes de morrer. “Mago era professora de capoeira e de balé, já tinha treinado boxe, era uma mulher muito forte”, disse Gabriel Vecchi, primo da vítima. “Acreditamos que a minha prima lutou muito antes de morrer, porque o mato e galhos de árvores ao redor do local onde o corpo foi encontrado estavam quebrados”, completou. São informações do G1.

O corpo de Maria Glória, que era estudante universitária, foi localizado perto de uma cachoeira, com sinais de violência sexual, de acordo com a Polícia Civil. Segundo o Instituto-Médico Legal (IML), a jovem foi morta por asfixia. Laudos vão dizer se a vítima foi estuprada antes de ser morta e quais foram as circunstâncias da morte.

Gabriel Vecchi explicou que a prima, que era uma pessoa ligada à religião “Mulheres da Lua”, foi acampar em uma chácara para rezar e se conectar com a natureza. Ela tinha o desejo de se tornar um missionária desta religião.

Momento espiritual
“Ela foi até essa chácara, que era um local próprio para acampar, para ter um momento espiritual. No sábado, ela pegou uma trilha aberta e desceu até a cachoeira para fazer a primeira reza do dia e não voltou mais. A minha tia tentou falar com ela no sábado à noite e no domingo de manhã, mas não conseguiu. Foram na chácara depois disso e a irmã da Mago, ao descer pela mesma trilha, encontrou ela morta”, detalhou Gabriel.

Gabriel conta que Maria Glória foi encontrada com o mesmo vestido que usava no sábado e estava coberta por uma manta.

“Mago era luz, era uma menina especial, passava palavras maravilhosas. Não bebia e não usava drogas. Só queria passar um fim de semana espiritual. Esse crime não pode ficar impune, a polícia tem que achar quem fez isso”, enfatizou.

Investigações
Na manhã desta terça-feira (28/01/2020), a Polícia Civil informou que está ouvindo várias pessoas, testemunhas ligadas à vítima e à família, e que está traçando uma linha de investigação.

No fim da tarde de segunda-feira (2701/2020), o delegado Zoroastro Nery do Prado Filho disse que testemunhas afirmaram que viram dois homens suspeitos perto do local do crime.

“Várias pessoas comentaram que esses dois indivíduos estavam ali e saíram daquela região do rio por volta de 19h. Então, nós estamos tentando identificá-los”, explicou Zoroastro Filho.