Bolsonaro e Araújo ligam assassinato do menino Rhuan à ideologia de gênero

Chanceler brasileiro afirmou que o Brasil quer defender "os princípios da família" no Conselho de Direitos Humanos da ONU

Reprodução/FacebookReprodução/Facebook

atualizado 12/07/2019 10:24

Em live no Facebook, na noite desta quinta-feira (11/07/2019), o ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, reafirmou que uma das bandeiras na disputa pela reeleição ao Conselho de Direitos Humanos da Organização das Nações Unidas (ONU) é o combate à ideologia de gênero. Esse foi o motivo pelo qual, segundo ele, o menino Rhuan Maycon da Silva Castro, de 9 anos, foi morto pela mãe. 

“Ideologia de gênero é um ninho de rato ideológico. É uma coisa que tem que tacar fogo, porque isso causa danos à saúde da família humana, do ser humano. Um exemplo muito infeliz é o caso do menino Rhuan. Quando você tem uma mãe que acha que pode mudar o sexo do filho. Por que isso existe? Porque existe uma ideologia de gênero”, justificou.  

O presidente Jair Bolsonaro (PSL) concordou com o pensamento do chanceler e voltou a expressar indignação a respeito do caso. “Um casal de lésbicas corta o ‘piu piu’ do filho de uma delas porque ela achava que ele nasceu para ser mulher. Sem comentários. Infelizmente, no Brasil, não tem prisão perpétua. Mas elas têm que mofar na cadeia, duas picaretas que fizeram isso com o garoto e depois executaram o moleque”, afirmou. 

Mais cedo, em café da manhã com parlamentares da bancada evangélica no Congresso, Bolsonaro havia dito que defenderia os valores da família tradicional. “Nós estamos disputando, na ONU, nossa candidatura à reeleição no conselho de Direitos Humanos, e nossa pauta é baseada no fortalecimento das estruturas familiares e na exclusão das menções de gênero“, disse, na ocasião.

Últimas notícias