PMs são presos suspeitos de torturar mulheres em GO; uma delas morreu
Uma das mulheres morreu e a outra, que estava grávida, perdeu o bebê. Além da tortura, PMs são suspeitos de extorquir as vítimas

Goiânia – Dois policiais militares foram presos nesta sexta-feira (21/8), na capital goiana, durante uma operação da Polícia Civil de Goiás (PCGO), que investiga denúncias de tortura e extorsão contra duas mulheres.
Segundo as autoridades, os crimes teriam ocorrido entre maio e junho deste ano. Uma das vítimas morreu após as agressões, enquanto a outra, que estava grávida, perdeu o bebê.

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Ver todasA operação cumpriu mandados de prisão temporária e de busca e apreensão contra os dois suspeitos. De acordo com a Polícia Civil, uma das mulheres sofreu traumatismo cranioencefálico e morreu após ser levada para atendimento médico. Os investigadores relacionam os ferimentos aos episódios de violência.
A segunda vítima estava grávida quando teria sido agredida. Em decorrência das agressões, ela perdeu o bebê. As duas vítimas trabalhavam com materiais recicláveis.
Entre no canal de WhatsApp do MetrópolesInformações detalhadas sobre as circunstâncias dos ataques ainda não foram divulgadas pelas autoridades, que mantêm a investigação em andamento.
Motivação das agressões
Após a prisão, os acusados foram encaminhados à Delegacia Estadual de Investigação de Homicídios (DIH), onde devem prestar depoimento.
Posteriormente, a previsão é de que sejam levados para um presídio militar. A investigação continua para esclarecer a dinâmica dos crimes e a motivação das agressões.
As ações contaram com o apoio de equipes especializadas da Polícia Militar, incluindo o Batalhão de Operações Especiais (Bope). Um dos policiais foi detido enquanto estava de serviço.
Em nota, a Polícia Militar de Goiás informou que a Corregedoria foi comunicada previamente sobre o cumprimento das ordens judiciais e que acompanha a operação, prestando apoio às equipes responsáveis.
A corporação acrescentou que, como a ação está em andamento, novas informações deverão ser divulgadas pelos órgãos responsáveis pela investigação no momento adequado, para não comprometer o trabalho policial.
Os dois policiais permanecem à disposição da Justiça. As autoridades ainda buscam esclarecer a motivação dos crimes, a participação de cada investigado e todas as circunstâncias que envolveram as agressões.



