PM do Rio fez contato antes de megaoperação, diz diretor da PF

De acordo com Andrei Rodrigues, a Superintendência da PF no Rio entendeu que não tinha atribuição legal para participar da megaoperação

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Diretor geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues. Ricardo Lewandowski Polícia Federal abra um inquérito para investigar a rede de distribuição de bebidas alcoólicas adulteradas com metanol Metropoles 1
1 de 1 Diretor geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues. Ricardo Lewandowski Polícia Federal abra um inquérito para investigar a rede de distribuição de bebidas alcoólicas adulteradas com metanol Metropoles 1 - Foto: BRENO ESAKI/METRÓPOLES @BrenoEsakiFoto

O diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, disse nesta quarta-feira (29/10) que a Superintendência da Polícia Federal (PF) do Rio de Janeiro foi consultada pela inteligência da Polícia Militar do estado sobre a megaoperação realizada nos complexos do Alemão e da Penha nessa terça-feira (28/10), mas a corporação avaliou que a ação “não era razoável”.

“Essa é uma operação do estado do Rio de Janeiro, e nós não fomos comunicados que seria deflagrada nesse momento. Houve um contato anterior, do pessoal da inteligência da Polícia Militar com a nossa unidade do Rio de Janeiro, para ver se haveria alguma possibilidade de atuarmos em algum ponto nesse contexto. A partir da análise do planejamento operacional, a nossa equipe entendeu que não era uma operação razoável para que a gente participasse”, afirmou o diretor-geral da PF.

De acordo com o ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, não houve comunicação formal sobre a megaoperação, que resultou em pelo menos 119 mortes, segundo as forças policiais, e já é considerada a mais letal do estado. A PF teria sido comunicada de “alguns detalhes, dos planos que estavam sendo engendrados no Rio de Janeiro”.

Mais cedo, a Defensoria Pública do Rio de Janeiro havia informado que a operação deixou 132 mortos.

“Houve um contato no nível operacional, informando que haveria uma grande operação e [questionando] se a Polícia Federal teria alguma possibilidade de atuação na sua área, no seu papel. […] A partir dessa análise geral, entendemos que não era o modo que a Polícia Federal atua, o modo de fazer operações”, explicou Andrei.

Segundo o diretor-geral da corporação, a Superintendência do Rio entendeu que a PF não tinha atribuição legal para participar da megaoperação.

“Naquela operação, que é do estado, tinha mais de 100 mandados para cumprir do estado do Rio, e nós não teríamos nenhuma atribuição legal para participar; portanto, não fazia sentido nossa participação”, completou Andrei.

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A ação ocorreu em 28 de outubro
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As declarações foram dadas depois de uma reunião convocada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no Palácio da Alvorada.

Participaram também do encontro, o vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, e os ministros Rui Costa (Casa Civil), José Múcio Monteiro (Defesa), Gleisi Hoffmann (Relações Institucionais), Sidônio Palmeira (Comunicação Social), Anielle Franco (Igualdade Racial) e Macaé Evaristo (Direitos Humanos e Cidadania).

O ex-deputado federal pelo RJ e presidente da Embratur, Marcelo Freixo (PT-RJ), também estava presente.

Uma comitiva do governo federal, composta pelos ministros da Justiça, da Igualdade Racial e dos Direitos Humanos, e pelo diretor-geral da PF, deve embarcar para a capital fluminense ainda nesta quarta. Ainda não há previsão de ida do presidente Lula ao Rio.

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