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Brasil

Pimenta volta a criticar Musk: "Medidas judiciais devem ser adotadas"

O ministro da Secom, Paulo Pimenta, afirmou que a posição de Elon Musk em relação à remoção de perfis é um "desrespeito"

Daniela Santos08/04/2024 14:14, atualizado 08/04/2024 15:06
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Vinícius Schmidt/Metrópoles
imagem colorida de Paulo Pimenta

O ministro-chefe da Secretaria de Comunicação Social do governo federal, Paulo Pimenta, voltou a comentar a decisão do bilionário Elon Musk de descumprir decisões judiciais brasileiras que determinam a remoção de perfis no X (antigo Twitter), rede da qual o empresário é dono.

Pimenta classificou a medida como um “desrespeito”, e cobrou a adoção de medidas judiciais contra o bilionário. “O Brasil não pode admitir de forma alguma ingerência externa que procure estar acima da Constituição e da legislação. Acho que todas as medidas judiciais cabíveis devem ser adotadas”, defendeu.

Na noite desse domingo (7/4), o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) determinou a inclusão de Elon Musk no inquérito das milícias digitais. A decisão ocorreu após o empresário afirmar que Moraes deveria “renunciar ou sofrer um impeachment”.

Musk alegou que o ministro “traiu descaradamente e repetidamente a Constituição e a população do Brasil”. Na mesma postagem, o empresário anunciou que publicará “em breve” na rede social tudoo que é exigido pelo ministro, argumentando que as solicitações “violam a lei brasileira”.

Retorno à plataforma

Foragido da Justiça brasileira nos Estados Unidos (EUA) desde 2021, o blogueiro bolsonarista Allan dos Santos foi uma das personalidades que recuperou o perfil na plataforma. Ele chegou a fazer uma transmissão ao vivo para cerca de 10 mil pessoas.

O ministro Paulo Pimenta criticou a flexibilização e avaliou que a conduta de Musk pode caracterizar “cumplicidade” com as ações dos “criminosos” que usam as redes para cometer infrações.

“Já permitiu que criminosos procurados pela Interpol passem a utilizar a rede para repetir crimes pelos quais ainda estão sendo procurados e investigados”, frisou o ministro.

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