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Brasil

PGR pede arquivamento de inquérito que investiga Ciro Nogueira

Ministro da Casa Civil é acusado de receber propina do grupo J&F. PGR diz não haver provas das acusações

06/05/2022 19:17, atualizado 06/05/2022 19:49
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Arthur Menescal/ Metrópoles
Ciro Nogueira é aliado de Bolsonaro

A Procuradoria-Geral da República (PGR) pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) que arquive o inquérito no qual é apurado se o ministro da Casa Civil, Ciro Nogueira (PP-PI), recebeu propina do grupo J&F.  O inquérito, sob relatoria da ministra Rosa Weber, também apura se Nogueira cometeu os crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro.

Em manifestação nos autos do Inquérito 4736, a PGR analisou que é preciso “reconhecer que a apuração não reuniu suporte probatório mínimo (justa causa em sentido estrito) que ampare o oferecimento da denúncia em desfavor do parlamentar”, diz o documento destinado à relatora.

A manifestação, assinada pela vice-procuradora-geral da República, Lindôra Maria Araújo, é contrária ao entendimento da Polícia Federal (PF), que, em 8 de abril, informou ao STF ter concluído que Ciro Nogueira cometeu os crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro.

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Segundo as investigações, que tiveram início em 2018, o empresário Joesley Batista supostamente pagou propina ao PP em troca de apoio para a reeleição da então presidente Dilma Rousseff (PT). Nogueira preside o partido desde 2013.

Em depoimento à PF, Joesley disse que o pagamento da propina envolveu a entrega de uma mala com R$ 500 mil ao então senador Ciro Nogueira.

A Procuradoria-Geral da República, no entanto, entendeu que não há lastro comprobatório.

A defesa de Ciro Nogueira conversou com a reportagem do Metrópoles e afirmou entender que “o pedido de arquivamento pelos motivos sustentados na manifestação, em homenagem ao princípio acusatório, têm força definitiva. No entanto, em respeito que sempre prestamos ao Poder Judiciário, a defesa aguarda com tranquilidade e deferência a manifestação da ministra Relatora Rosa Weber”, disse um dos advogados do caso, Marcelo Turbay.