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Brasil

PGR pede a condenação dos irmãos Brazão por assassinato de Marielle

A Procuradoria-Geral da República (PGR) argumentou que os irmãos Brazão devem ser condenados por homicídio duplamente, no caso de Marielle

13/05/2025 18:09, atualizado 13/05/2025 19:54
Reprodução/Facebook
Marielle Franco, vereadora do Rio de Janeiro que foi assassinada- Metrópoles

A Procuradoria-Geral da República (PGR) apresentou, nesta terça-feira (13/5), as alegações finais no processo que investiga os mandantes do assassinato da vereadora Marielle Franco e de seu motorista, Anderson Gomes. A PGR pediu a condenação dos cinco réus.


Veja quem são os réus

  • Chiquinho Brazão;
  • Domingos Brazão;
  • Rivaldo Barbosa;
  • Ronald Paulo Alves Pereira;
  • Robson Calixto da Fonseca.

O vice-procurador-geral Hindenburgo Chateaubriand argumentou que Chiquinho Brazão, Domingos Brazão, Rivaldo Barbosa e Ronald Pereira devem ser condenados por homicídio qualificado, duplamente, no caso de Marielle e Anderson, e por tentativa de homicídio contra a assessora Fernanda Chaves, que sobreviveu ao ataque.

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Além disso, a PGR pediu a condenação dos irmãos Brazão e de Robson Fonseca por integrarem uma organização criminosa.

A PGR trouxe detalhes acerca da fase final de execução do atentado contra Marielle. Os contratados pelos irmãos Brazão para realizar o crime, Ronnie Lessa e Edmilson “Macalé”, iniciaram o monitoramento da rotina da vereadora ainda no segundo semestre de 2017.

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O grupo contou com a ajuda de milicianos de Rio das Pedras, entre os quais Ronald Paulo Alves Pereira, homem de confiança dos irmãos Brazão. A ordem para os executores era que o ataque não poderia acontecer durante um trajeto que tivesse como ponto de partida ou destino a Câmara Municipal do Rio de Janeiro.

Os passos da vereadora passaram, assim, a ser monitorados por Lessa e Macalé, utilizando um veículo clonado, um Chevrolet Cobalt, que haviam obtido com o auxílio de Maxwell Simões Corrêa e Otacílio Antônio Dias Júnior.

A PGR relata que o monitoramento se intensificou em fevereiro de 2018, quando Ronnie e seus comparsas realizaram trajetos compatíveis com as movimentações das vítimas dois dias antes do crime.

Segundo a versão de Lessa, no dia 14 de março de 2018, Ronald entrou em contato com Macalé, utilizando o telefone de Laerte, informando-o de que a vereadora cumpriria agenda na Rua dos Inválidos, na “Casa das Pretas”, e que essa seria uma boa oportunidade para a execução do crime.

“A narrativa encontra suporte em elementos coletados pela Polícia Federal, indicando intensa comunicação entre Ronald e Laerte nos dias que antecederam os homicídios e no próprio dia da execução.”

Munido da informação, Ronnie Lessa encontrou-se com Elcio Vieira de Queiroz, e a dupla se dirigiu à Rua dos Inválidos, onde aguardou a saída da vereadora, que se encontrava no interior da “Casa das Pretas” junto com a assessora Fernanda Gonçalves Chaves.”Os fatos que se seguiram culminaram na execução de Marielle e do motorista Anderson Gomes, além da tentativa de homicídio contra Fernanda Gonçalves Chaves”, explica a PGR.

Por fim, o Chateaubriand entende que as provas contidas na denúncia não deixam dúvidas de que os irmãos Brazão foram os mandantes do assassinato de Marielle.