PGR: kids pretos consideravam Moraes o “centro de gravidade e poder”
O Supremo Tribunal Federal (STF) começou a julgar, nesta terça-feira (11/11), os réus do núcleo 3 da trama golpista, os chamados kids pretos
atualizado
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Segundo o relatório final da Procuradoria-Geral da República, lido nesta terça-feira (11/11) durante o julgamento dos réus do núcleo 3 da trama golpista, conhecido como “kids pretos”, consideravam Moraes o “centro de gravidade e de poder”. Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) inicia o julgamento.
O grupo formado por militares do exército e um agente da Polícia Federal (PF) seria responsável pelo planejamento operacional do golpe, incluindo o plano “Punhal Verde e Amarelo”, na tentativa de golpe.
“Os réus processados nesta ação penal foram responsáveis por ações táticas da organização criminosa. É evidente a contribuição decisiva que proporcionaram para a caracterização dos crimes denunciados. Pressionaram agressivamente o alto comando do Exército para legitimar o golpe de Estado.
Gonet completou afirmando que se trata “de “uma força de elite. A reunião de membros dessa força de elite, com conhecimentos técnicos de estratégia, se deu em 28 de novembro de 2022 e o seu objetivo era o de conspirar contra os mecanismos democráticos de sucessão no poder”.
Segundo a investigações, a intenção do grupo era intervir no resultado das eleições presidenciais de 2022, com o objetivo de impedir a posse de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e manter Bolsonaro no poder. O plano incluisa o assassinato de autoridades, incluindo Moraes.
Outros condenados
Outros dois núcleos já foram julgados pela Suprema Corte e condenados. O primeiro conta com o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), apontado pela PGR como líder do grupo. Bolsonaro e seus aliados foram condenados por pelo menos cinco crimes, incluindo organização criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito e golpe de Estado, no dia 11 de setembro.
A pena do ex-presidente foi de 27 anos e 3 meses de prisão; já a de alguns de seus aliados foi menor, como a do seu antigo ajudante de ordens, Mauro Cid. O coronel fez um acordo de delação premiada para ter a pena reduzida.
O segundo grupo a ser julgado foi núcleo 4, apontado como “grupo das fake news”. Eles foram julgados no último mês e condenados. As penas também foram divergentes.




















