STF começa a julgar núcleo de “kids pretos” em trama golpista nesta 3ª

O grupo é acusado de participar de ações como monitoramento e planejamento de ataques contra autoridades, incluindo Lula e Moraes

atualizado

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BRENO ESAKI/METRÓPOLES @BrenoEsakiFoto
A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF)
1 de 1 A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) - Foto: BRENO ESAKI/METRÓPOLES @BrenoEsakiFoto

A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) começa a julgar, nesta terça-feira (11/11), o chamado núcleo 3 da trama golpista. Os réus desse grupo, conhecido como “kids pretos”, foram denunciados pela Procuradoria-Geral da República (PGR) por cinco crimes, incluindo golpe de Estado. Além dos “kids pretos” – Forças Especiais do Exército –, há um policial federal no banco dos réus.

O grupo é acusado de participar de ações como monitoramento e planejamento de ataques contra autoridades. Trata-se do núcleo que, segundo narra denúncia, com informações da Polícia Federal, teria elaborado o plano intitulado de “Punhal Verde e Amarelo”. O documento previa o assassinato de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), do vice-presidente Geraldo Alckmin e do ministro Alexandre de Moraes.

A data do julgamento foi definida pelo presidente da Primeira Turma, ministro Flávio Dino, após pedido do relator das ações relacionadas à tentativa de golpe, Alexandre de Moraes. Dino convocou sessões extraordinárias para 11, 12, 18 e 19 de novembro de 2025, com início às 9h e término às 12h; e sessões ordinárias para 11 e 18 de novembro de 2025, com início às 14h e término às 19h, para julgamento da Ação Penal nº 2.696.

Denúncia

Na acusação, a PGR pediu a condenação de quase todos os réus. O único a quem o procurador-geral da República, Paulo Gonet, concedeu tratamento distinto foi o tenente-coronel do Exército Ronald Ferreira de Araújo Júnior.

Segundo Gonet, embora o militar tenha sido denunciado pelos mesmos crimes que pesaram contra o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), a acusação final defende que ele seja enquadrado apenas pelo delito de incitação ao crime.

O militar admitiu ter participado da elaboração e divulgação da chamada “carta do golpe”, usada para tentar convencer a população e as Forças Armadas a apoiarem uma tentativa de ruptura institucional. À época, o então comandante do Exército, general Freire Gomes, avaliou o documento como uma forma de pressão para que a tropa se unisse ao golpe de Estado.

Para a PGR, entretanto, a conduta do tenente-coronel não se equipara à dos demais réus. Por essa razão, desclassificou a imputação inicial de cinco crimes, deixando-o responder apenas por incitação ao crime — especificamente, incitação à animosidade das Forças Armadas contra os Poderes Constitucionais. O delito prevê pena de 3 a 6 meses de detenção.


Quem está no Núcleo 3

  • Bernardo Romão Correa Netto – coronel do Exército;
  • Estevam Cals Theophilo Gaspar de Oliveira — general da reserva do Exército;
  • Fabrício Moreira de Bastos — coronel do Exército;
  • Hélio Ferreira Lima — tenente-coronel do Exército;
  • Márcio Nunes de Resende Júnior — coronel do Exército;
  • Rafael Martins de Oliveira — tenente-coronel do Exército;
  • Rodrigo Bezerra de Azevedo — tenente-coronel do Exército;
  • Ronald Ferreira de Araújo Júnior — tenente-coronel do Exército;
  • Sérgio Ricardo Cavaliere de Medeiros — tenente-coronel; e
  • Wladimir Matos Soares — policial federal.

Julgamentos ainda em 2025

A estimativa é que o julgamento de todos os quatro núcleos seja concluído até o fim do ano, corroborando a avaliação do ministro Alexandre de Moraes, relator das ações penais, que havia ressaltado, no início dos trabalhos do segundo semestre, que a Corte pretende julgar todos os envolvidos — seja para condenação, seja para absolvição.

Com a análise do núcleo 3, o único pendente para a conclusão das alegações finais é o núcleo 2, que tem entre os réus o ex-diretor da Polícia Rodoviária Federal (PRF) Silvinei Vasques.

De acordo com a PGR, o núcleo 2 dava suporte ao núcleo principal da tentativa de golpe. O procurador-geral da República, Paulo Gonet, apresentou alegações finais pedindo a condenação dos réus, e agora o prazo está com as defesas.

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