PGR sobre kids pretos: “Puseram autoridades na mira de medidas letais”
STF iniciou nesta terça-feira (11/11) julgamento dos réus do núcleo 3 da trama golpista, conhecidos como “kids pretos”
atualizado
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O procurador-geral da República, Paulo Gonet, durante o julgamento dos réus do núcleo 3 da trama golpista, os “kids pretos”, no Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou que o grupo colocou autoridades públicas “na mira de medidas letais” e “pressionou o alto comando do Exército a ultimar o golpe de Estado”.
“Os réus processados nesta ação penal foram responsáveis por ações táticas da organização criminosa. É evidente a contribuição decisiva que proporcionaram para a caracterização dos crimes denunciados. Pressionaram agressivamente o alto comando do Exército a ultimar o golpe de Estado”, afirmou.
Segundo Gonet, os kids pretos “puseram autoridades públicas na mira de medidas letais e se dispuseram a convocar forças militares terrestres ao serviço dos intentos criminosos”.
O procurador-geral da República afirmou que os réus do núcleo 3 sabiam que a narrativa da fraude eleitoral, difundida para apoiar a tentativa de golpe, não procedia: “Uma série de diálogos recolhidos nas investigações mostra que os réus estavam advertidos da lisura do processo eleitoral”.
Julgamento do núcleo 3
O núcleo 3 de réus no processo da trama golpista é composto por nove militares do exército e um agente da Polícia Federal.
Segundo a PGR, o grupo elaborou um plano que previa o assassinato de autoridades públicas, incluindo o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o ministro Alexandre de Moares, do STF.
Os réus são:
- Bernardo Romão Corrêa Netto (coronel do Exército)
- Rodrigo Bezerra de Azevedo (tenente-coronel do Exército)
- Estevam Cals Theophilo Gaspar de Oliveira (general da reserva)
- Fabrício Moreira de Bastos (coronel do Exército)
- Hélio Ferreira Lima (tenente-coronel do Exército)
- Márcio Nunes de Resende Jr. (coronel do Exército)
- Rafael Martins de Oliveira (tenente-coronel do Exército)
- Ronald Ferreira de Araújo Jr. (tenente-coronel do Exército)
- Sérgio Ricardo Cavaliere de Medeiros (tenente-coronel do Exército)
- Wladimir Matos Soares (agente da Polícia Federal)
Dos 10 acusados, nove respondem por organização criminosa armada, tentativa de golpe de Estado, tentativa de abolição do Estado Democrático de Direito, deterioração do patrimônio público e dano ao patrimônio tombado.
Ronald Ferreira de Araújo Júnior, tenente-coronel do Exército, teve a denúncia atenuada para incitação ao crime.




















