PGR foi favorável a buscas contra ACM Neto em investigação da Overclean
Ministro Kassio Nunes Marques, relator da Overclean no STF, negou o pedido da PF para investigador o político

O procurador-geral da República (PGR), Paulo Gonet, se manifestou favoravelmente a medidas de investigação contra o candidato ao governo da Bahia pelo União Brasil, ACM Neto. Apesar da representação, o político não foi alvo de buscas e apreensões da Polícia Federal (PF).
A PF deflagrou nesta quinta-feira (17/9) mais uma fase da Operação Overclean, que apura suspeitas de fraudes em contratos de mais de R$ 80 milhões na Educação de Belo Horizonte. Entre os alvos estavam o ex-secretário municipal Bruno Barral, o empresário José Marcos de Moura, conhecido como “Rei do Lixo”, e os irmãos Fábio e Alex Parente.

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Ver todasACM Neto é formalmente investigado pela PF no âmbito da operação sob suspeita de participação na indicação de um secretário para a Prefeitura de Belo Horizonte com o objetivo de favorecer empresários em licitações públicas. A linha investigativa da corporação apura se após as concessões teria havido pagamento de vantagens indevidas.
Em meio às suspeitas, a PF chegou a pedir, com aval da PGR, um mandado de busca e apreensão contra ACM Neto, mas que foi negado pelo ministro Kassio Nunes Marques, do Supremo Tribunal Federal (STF). Ele é o relator das investigações da Operação Overclean na Suprema Corte.
Entre no canal de WhatsApp do MetrópolesA PGR defendeu que as diligências serviriam para aprofundar a investigação, identificar outros agentes e delimitar condutas. Nunes Marques, contudo, negou o pedido por considerar que não havia base legal suficiente para autorizar a diligência. Por isso, embora investigado, ACM Neto não foi alvo dos mandados cumpridos nesta quinta.
Operação Overclean
A Overclean apura um esquema bilionário de desvio de verbas públicas oriundas principalmente de emendas parlamentares, com uso de licitações direcionadas, empresas de fachada, superfaturamento de obras e pagamento de propina a agentes públicos
A PF afirma que a organização criminosa teria movimentado cerca de R$ 1,4 bilhão em quatro anos. Entre os alvos da operação estão empresários, prefeitos, vereadores, servidores públicos, operadores financeiros e assessores parlamentares.
As investigações já apontaram casos de estradas que receberam milhões em emendas e nunca foram asfaltadas, empreiteiras que receberam recursos, mas abandonaram obras e até trabalhadores que ficaram sem pagamento.



