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Brasil

PF: pepita encontrada com Valdemar é rara e veio de fora do Brasil

Análises técnica da PF indicam que a morfologia da pepita não é compatível com o solos e as formações rochosas da Amazônia

13/03/2024 10:35, atualizado 13/03/2024 14:47
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imagem colorida pepita de ouro valdemar costa neto

A pepita de 39 gramas de ouro encontrada com o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, é rara e, segundo perícia preliminar da Polícia Federal, foi retirada de um garimpo de fora do Brasil. A peça foi apreendida quando a corporação cumpria mandados de busca e apreensão contra Valdemar em um de seus endereços. As informações são do jornal O Globo.

De acordo com a PF, as análises técnicas indicam que a morfologia da pepita não é compatível com o solo e as formações rochosas da Amazônia. Por meio do programa Ouro Alvo, a PF tem um banco de amostras de perfis auríferos que permitem identificar a origem do ouro confiscado em operações.

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Valdemar da Costa Neto na superintendência da PF, em Brasília, onde estava preso
Valdemar Costa de advogado Marcelo Bessa
Valdemar Costa é presidente do PL
Valdemar da Costa Neto, presidente do PL
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Valdemar da Costa Neto na PF
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Valdemar da Costa Neto na PF

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Valdemar da Costa Neto na superintendência da PF, em Brasília, onde estava preso
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Valdemar da Costa Neto na superintendência da PF, em Brasília, onde estava preso

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Valdemar Costa de advogado Marcelo Bessa
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Valdemar Costa de advogado Marcelo Bessa

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Valdemar Costa é presidente do PL
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Valdemar Costa é presidente do PL

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Valdemar da Costa Neto, presidente do PL
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Valdemar da Costa Neto, presidente do PL

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A pepita encontrada com Valdemar não bate com perfis e amostras colhidos pela PF em diversos locais da reserva Yanomami, alvo constante de invasões garimpeiras.

Conclusão pericial

Segundo a conclusão da perícia, alguns indícios, como o tamanho, apontam que a peça foi retirada da chamada “rocha-mãe” — já que, normalmente, o ouro é encontrado em fragmentos bem menores. Isso também reforçou a suspeita de que ela venha de algum garimpo artesanal, pois, na mineração industrial, as rochas são detonadas com explosivos, o que impede que objetos desse tamanho sejam encontrados.

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Os técnicos também apontam que a rocha de origem da pepita seja de formação recente — ou seja, pode ter vindo de algum local próximo a uma cadeia montanhosa, como os Andes, na América do Sul, ou a Costa do Pacífico, nos Estados Unidos e no Canadá. As rochas encontradas na região amazônica são de formação mais antiga.

A análise da PF está em andamento. Nesta semana, a pepita foi submetida a uma máquina de acelerador de partículas que serve para verificar a incrustação de outros minerais no objeto, o que pode fornecer mais detalhes sobre a rocha-mãe.

Ainda conforme o laudo preliminar, a pepita tem teor aproximado de 91,76% de ouro e valeria cerca de R$ 11,6 mil.

“As características da pepita de ouro mineral, tais como o alto teor de ouro, textura, granulometria e a sua composição química e mineral, indicam que se trata de produto aurífero primário, proveniente de retirada direta da jazida, sem processamento, típico de atividade de garimpagem”, conclui o documento.

Pepita apreendida em operação

Valdemar Costa Neto foi alvo da Operação Tempus Veritatis, da PF, que investiga o envolvimento do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) em suposta trama golpista para mantê-lo no poder e impedir a posse do presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva.

À época da apreensão, em fevereiro deste ano, Valdemar chegou a ter a prisão preventiva decretada em razão da apreensão da pepita sem origem e de um revólver com o registro vencido, mas foi liberado no dia seguinte.