PF pede mais prazo para concluir inquérito sobre a morte de Genivaldo
A corporação pediu mais 30 dias ao MPF para concluir investigações, alegando que ainda aguarda resultados periciais
atualizado
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A Polícia Federal pediu ao Ministério Público Federal (MPF) mais 30 dias para concluir o inquérito que apura a morte de Genivaldo de Jesus Santos.
Em maio deste ano, durante abordagem da Polícia Rodoviária Federal (PRF), em Umbaúba, em Sergipe, Genivaldo foi colocado no porta-malas da viatura onde morreu asfixiado.
Segundo a Polícia Federal, para a conclusão das investigações faltam os resultados de alguns laudos periciais.
“Os quais são indispensáveis para a finalização do procedimento investigatório”, frisa em comunicado divulgado para a imprensa.
A morte de Genivaldo causou revolta. Ele tinha 38 anos e sofria de distúrbios mentais, segundo relatos de familiares.
O laudo inicial do Instituto Médico Legal (IML) confirmou o óbito por asfixia e insuficiência respiratória.
Segundo a polícia, a abordagem de quatro policiais rodoviários federais a Genivaldo foi motivada pela falta de capacete. Policiais alegaram “desobediência” e resistência à prisão.
O homem conduzia uma moto quando os integrantes da força de segurança deram ordem para ele parar.
Genivaldo foi jogado na parte de trás da viatura; atiraram bomba de spray de pimenta nele e o deixaram trancado se debatendo e tentando respirar.
Um dia após a morte do homem, a PRF determinou o afastamento dos agentes envolvidos.
