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Brasil

PF pede mais prazo para concluir inquérito sobre a morte de Genivaldo

A corporação pediu mais 30 dias ao MPF para concluir investigações, alegando que ainda aguarda resultados periciais

Repórter de Brasil21/06/2022 15:38
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Reprodução
Policiais rodoviarios federais fechando porta de viatura com homem dentro. Há gás saindo do veiculo - Metrópoles

A Polícia Federal pediu ao Ministério Público Federal (MPF) mais 30 dias para concluir o inquérito que apura a morte de Genivaldo de Jesus Santos.

Em maio deste ano, durante abordagem da Polícia Rodoviária Federal (PRF), em Umbaúba, em Sergipe, Genivaldo foi colocado no porta-malas da viatura onde morreu asfixiado.

Segundo a Polícia Federal, para a conclusão das investigações faltam os resultados de alguns laudos periciais.

“Os quais são indispensáveis para a finalização do procedimento investigatório”, frisa em comunicado divulgado para a imprensa.

A morte de Genivaldo causou revolta. Ele tinha 38 anos e sofria de distúrbios mentais, segundo relatos de familiares.

O laudo inicial do Instituto Médico Legal (IML) confirmou o óbito por asfixia e insuficiência respiratória.

Segundo a polícia, a abordagem de quatro policiais rodoviários federais a Genivaldo foi motivada pela falta de capacete. Policiais alegaram “desobediência” e resistência à prisão.

O homem conduzia uma moto quando os integrantes da força de segurança deram ordem para ele parar.

Genivaldo foi jogado na parte de trás da viatura; atiraram bomba de spray de pimenta nele e o deixaram trancado se debatendo e tentando respirar.

Um dia após a morte do homem, a PRF determinou o afastamento dos agentes envolvidos.

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