PF informa ao STF horários de barulho ao lado da cela de Bolsonaro
A Polícia Federal enviou ao STF informações adicionais sobre o sistema de ventilação do local onde Bolsonaro está preso, em Brasília
atualizado
Compartilhar notícia

Após confirmar que há ruídos no sistema de ar-condicionado da cela onde está preso o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e dizer que não é possível “eliminar” ou “reduzir” o barulho, a Polícia Federal informou ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), o horário de funcionamento das máquinas.
Segundo ofício encaminhado ao ministro, nesta quarta-feira (7/1), “o sistema de climatização do edifício funciona da seguinte forma: as máquinas são ligadas às 7h30 e desligadas às 19h, diariamente“.
O adendo à informação sobre os barulhos na Superintendência da PF, em Brasília, ocorre após a defesa de Bolsonaro reclamar do comprometimento do respouso do ex-presidente devido aos ruídos.
Barulho
- Em documento encaminhado ao STF, a defesa pediu que a PF corrigisse o barulho contínuo do ar-condicionado no local onde Bolsonaro está preso.
- Segundo a defesa, o ruído é contínuo, ocorre 24 horas por dia e tem comprometido o repouso do ex-presidente, além de afetar a saúde deste.
- “O ruído persiste sem interrupção, durante as 24 horas do dia, gerando ambiente incompatível com o repouso mínimo necessário à manutenção das condições físicas e psicológicas do custodiado, configurando situação que ultrapassa o mero desconforto e passa a caracterizar perturbação contínua à saúde e integridade do preso”, disse a defesa.
- Bolsonaro está preso em uma Sala de Estado-Maior na Superintendência da PF.
Primeiras informações
Em documento encaminhado ao STF, após reclamação da defesa, a PF informou que qualquer intervenção exigiria obras complexas e a paralisação prolongada do sistema de climatização, o que comprometeria o funcionamento da Superintendência da PF no Distrito Federal.
Os investigadores acrescentaram ainda que não há, no momento, outro local disponível nas dependências da Polícia Federal para a custódia de Bolsonaro, além do quarto onde ele se encontra detido.
“Em razão dessa proximidade com as áreas técnicas, há nível de ruído no ambiente. Contudo, é importante destacar que não é possível eliminar ou reduzir significativamente esse ruído por meio de medidas simples ou pontuais”, disse a PF.
A corporação prosseguiu: “Eventual intervenção efetiva demandaria ações complexas de infraestrutura e, sobretudo, a paralisação total do sistema de climatização por período prolongado, o que ocasionaria prejuízo à continuidade dos trabalhos ordinários desta Superintendência Regional”.








