
Paulo CappelliColunas

PF explica a Moraes barulho do ar-condicionado da cela de Bolsonaro
Delegacia informa ao STF que Sala de Estado-Maior fica ao lado de áreas técnicas e não comporta solução imediata
atualizado
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A PF informou ao ministro Alexandre de Moraes (STF) que a reclamação do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) em relação ao barulho do ar-condicionado no local em que ele está preso decorre da proximidade do espaço com áreas técnicas do prédio.
No documento, PF reconhece a presença de ruído, mas sustenta que não há como eliminá-lo ou reduzi-lo de forma rápida. “Há nível de ruído no ambiente. Contudo, é importante destacar que não é possível eliminar ou reduzir significativamente esse ruído por meio de medidas simples ou pontuais”, registra o ofício.
A defesa de Bolsonaro havia pedido providências como isolamento acústico, mudança de layout ou transferência do custodiado para outro local, mas a delegacia informou que “não há, no momento, alternativa física que atenda às exigências de segurança institucional para instalação de Sala de Estado-Maior”.
Em relação a intervenções técnicas, a PF afirma que “eventual intervenção efetiva demandaria ações complexas de infraestrutura e, sobretudo, a paralisação total do sistema de climatização por período prolongado”.
Segundo a PF, a paralisação do sistema de climatização afetaria a rotina da Superintendência Regional da Polícia Federal no Distrito Federal, razão pela qual a corporação diz não vislumbrar viabilidade de solução no curto prazo.
“Não se vislumbra viabilidade no curto prazo, em razão da complexidade da intervenção”, afirma o delegado.