PF diz que Willer Tomaz operava "hub financeiro" para Weverton Rocha
Willer Tomaz e o senador Weverton Rocha foram alvos de operação da Polícia Federal que investiga fraudes no INSS

A Polícia Federal (PF) aponta que a estrutura de empresas e contatos ligada ao advogado Willer Tomaz funcionaria como um “verdadeiro hub financeiro, patrimonial e logístico” à disposição do senador Weverton Rocha (PDT-MA), investigado por suspeita de fraude em descontos e benefícios do INSS.
A nova fase da Operação Sem Desconto, deflagrada nesta terça-feira (5/8), mira Willer e outras oito pessoas suspeitas de integrar um esquema de lavagem de dinheiro que teria como beneficiário o senador Weverton Rocha.

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Ver todasForam determinadas medidas de busca e apreensão e quebra de sigilo telefônico, a partir de elementos extraídos do celular de Weverton.
Willer Tomaz, segundo apontam as investigações, seria o braço logístico do suposto esquema, apontado “como personagem de sustentação, associado a empresas, imóveis, aeronaves, pilotos, funcionários, operadores financeiros e interlocutores políticos”, segundo a PF.
Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles“Em termos explicativos, a Polícia Federal afirma que a estrutura ligada a Willer Tomaz ‘funcionaria como verdadeiro hub financeiro, patrimonial e logístico’ posto à disposição dos beneficiários, dentre os quais estaria Weverton Rocha”, disse a PF ao STF.
As medidas foram autorizadas por decisão do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF). A corporação sustenta Weverton atuaria como o “responsável por formular demandas, indicar beneficiários, cobrar pagamentos, acompanhar repasses, tratar de imóveis, orientar providências e interferir em decisões patrimoniais”.
Segundo a PF, os elementos extraídos do telefone do senador indicam:
- A circulação de valores entre pessoas físicas e jurídicas,
- Utilização de numerário em espécie,
- Pagamento de despesas pessoais e familiares,
- Aquisição ou fruição de bens em nome de terceiros e
- Investimentos em imóveis, veículos, aeronaves, propriedades rurais, empresas de radiodifusão e outros ativos de elevado valor.
Operação
- A Operação Sem Desconto, da Polícia Federal (PF), investiga o esquema de fraudes contra aposentados e pensionistas do INSS.
- A nova fase foi deflagrada a partir de elementos extraídos do celular do senador Weverton Rocha (PDT-MA).
- A PF aponta que o senador atuaria como o orientador e beneficiário final de uma rede não linear de lavagem de dinheiro, operada por meio de empresas, postos de combustíveis, contas de parentes e repasses em espécie.
- O advogado e empresário Willer Tomaz é investigado por supostamente ter colocado à disposição do parlamentar um “hub financeiro, patrimonial e logístico”, com empresas, aviões privados e operadores financeiros e interlocutores políticos à disposição do senador.
- A investigação mapeou que a compra de uma casa de R$ 6 milhões que pertenceria ao senador Weverton Rocha, no Lago Sul, em Brasília, teria sido paga pela empresa WT Administração de Imóveis e Bens S/A, ligada a Willer Tomaz.
- A esposa de Weverton, Samya Rocha, teria recebido repasses que somam R$ 11 milhões de empresas ligadas a Willer, segundo a PF.
- Outro eixo do suposto esquema de lavagem envolve postos de combustíveis que, segundo a PF, foram utilizados para pagar terrenos, maquinários agrícola e adquirir propriedades rurais.
Defesa de Willer
Em nota, o advogado e empresário Willer Tomaz afirmou que “a diligência de busca e apreensão a que foi submetido nesta manhã decorre exclusivamente do fato de ser proprietário da aeronave utilizada, em caráter estritamente particular, pelo senador Weverton Rocha em viagem já de conhecimento público. Willer Tomaz não é investigado no âmbito da Operação Sem Desconto e não possui qualquer vínculo com o esquema de fraudes em descontos previdenciários apurado pela Polícia Federal”.
“A disponibilização da aeronave teve caráter pessoal e amistoso, sem qualquer relação com os fatos investigados. O advogado reitera que está à disposição das autoridades para prestar todos os esclarecimentos necessários e confia na apuração serena dos fatos, certo de que sua conduta em nada se relaciona com o objeto da operação”, complementou.













