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Brasil

PF devolve credenciais de agente dos Estados Unidos que atua no Brasil

Segundo a PF, as credenciais foram devolvidas nessa segunda-feira (27/4). Agente norte-americano foi alvo do princípio da reciprocidade

Gabriela Martins28/04/2026 19:23, atualizado 28/04/2026 19:30
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KEBEC NOGUEIRA/METRÓPOLES @kebecfotografo
PF devolve credenciais de agente dos Estados Unidos que atua no Brasil

A Polícia Federal (PF) informou que devolveu, nessa segunda-feira (27/4), as credenciais de trabalho do agente norte-americano que atua na sede da corporação em Brasília.

O funcionário do governo dos Estados Unidos teve as credenciais retiradas na semana passada pelo princípio da reciprocidade, após o governo Trump expulsar o delegado da PF Marcelo Ivo, que atuou na prisão do ex-deputado Alexandre Ramagem (PL-RJ) em território norte-americano.

Sem as credenciais, o agente havia perdido o acesso à sede da PF e às bases de dados utilizadas na cooperação entre as polícias dos EUA e do Brasil.

Um segundo funcionário norte-americano também foi alvo das medidas, conforme anunciado pelo diretor-geral da corporação, Andrei Rodrigues. Quanto a esse caso específico, no entanto, não foi esclarecido se as credenciais foram restabelecidas.


Entenda o caso

  • O episódio está ligado à detenção do ex-deputado federal Alexandre Ramagem nos Estados Unidos.
  • Considerado foragido pela Justiça brasileira, ele havia sido alvo de um pedido de extradição.
  • A Polícia Federal afirmou que a prisão ocorreu com base na cooperação entre os dois países.
  • Já os EUA sustentam que a abordagem ocorreu após verificação do status migratório.
  • Ramagem foi liberado dois dias depois, sem aviso prévio às autoridades brasileiras.
  • Segundo os EUA, o ex-deputado poderá permanecer em solo norte-americano enquanto aguarda resposta ao pedido de asilo.
  • Ao justificar a expulsão do delegado da PF, o Departamento de Estado norte-americano acusou o brasileiro de tentar “manipular o sistema de imigração” para contornar procedimentos formais de extradição.
  • A medida foi interpretada pelo governo brasileiro como uma quebra de confiança na cooperação bilateral, ponto que agora está no centro da tensão diplomática.

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