PF deve investigar diretor de órgão por ameaçar demissões por voto
Diretor da Goiás Fomento teria obrigado servidor a colocar foto com apoio a Jair Bolsonaro (PL) nas redes sociais
atualizado
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Goiânia – A pedido do Ministério Público Eleitoral (MPE), a Polícia Federal deve instaurar inquérito contra o diretor financeiro da Goiás Fomento, na capital goiana, Lucas Fernandes de Andrade. Ele é suspeito de ameaçar com demissões servidores da agência que votarem no ex- presidente e candidato Luiz Inácio Lula da Silva (PT), no 2º turno da eleição presidencial, no próximo 30 de outubro.
De acordo com o promotor eleitoral Haroldo Caetano, o MPE recebeu notícia-fato relatando que o diretor também estaria ameaçando os trabalhadores que não se manifestassem e não fizessem campanha eleitoral para o candidato Jair Bolsonaro (PL), apoiado por ele de forma declarada, inclusive por meio das redes sociais.
Em nota, a Goiás Fomento informou que não tem conhecimento das práticas de assédio eleitoral no órgão, no entanto, abriu procedimento interno para investigar eventuais desvios de conduta. “Reforçamos que todos os colaboradores têm liberdade para fazer suas escolhas políticas e manifestá-las, dentro dos parâmetros da lei”, destava.
