Petrobras vai parcelar reajuste do querosene de aviação

Companhia fez anúncio por meio de nota nesta quarta-feira (1º/4) após implementar reajuste de 54,8% no querosene de aviação

atualizado

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Terminal Terrestre da Petrobras em Brasília, armazena e distribui produtos derivados do petróleo para as companhias distribuidoras da região. Tanques de armazenagem em distribuidora de combustíveis após reajuste no preço dos derivados de petróleo
1 de 1 Terminal Terrestre da Petrobras em Brasília, armazena e distribui produtos derivados do petróleo para as companhias distribuidoras da região. Tanques de armazenagem em distribuidora de combustíveis após reajuste no preço dos derivados de petróleo - Foto: Michael Melo/Metrópoles

A Petrobras anunciou nesta quarta-feira (1º/4) que vai permitir, a partir da próxima segunda-feira (6/4), o parcelamento de parte do aumento no querosene de aviação (QAV).

Em uma nota, a Petrobras esclareceu que o aumento de 54,8%, implementado nesta quarta, poderá ser reduzido para 18% em abril. No entanto, a diferença deve ser paga pelos clientes de forma parcelada.

“A (adesão) iniciativa permite que as distribuidoras que atendem aviação comercial paguem um aumento de apenas 18% em abril no preço do querosene de aviação (QAV), percentual menor que o reajuste de 54,8% previsto em contrato. A diferença poderá ser parcelada em seis vezes pelos clientes da Petrobras, com primeira parcela a partir de julho de 2026”, diz trecho da nota da companhia.

A Petrobas realizou um aumento no preço do QAV nesta quarta. A medida está associada à alta no item no mercado internacional, decorrente da instabilidade global com a guerra no Oriente Médio, atrelada aos preços do petróleo.

Na nota em que anunciou a possibilidade de adesão ao parcelamento em até seis vezes, a companhia explicou que na próxima segunda, um formulário para o procedimento ficará disponível.

Horas após o aumento do QAV vir à tona, a Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear) publicou uma nota a respeito do assunto. No texto, a instituição afirma que, considerando reajustes desde março deste ano, o item passa a representar 45% dos custos operacionais das companhias. Antes o índice girava em torno de 30%.

“A Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear) alerta para os impactos do reajuste de 54,6% no preço do Querosene de Aviação (QAV). Somado ao aumento de 9,4% em vigor desde 1º de março, o combustível passa a responder por 45% dos custos operacionais das companhias aéreas”, afirmou a Abear.

Variação no preço do petróleo

Na semana anterior ao início do conflito (28 de fevereiro) o barril do petróleo tipo brent, que é referência no mercado internacional – oscilava perto dos US$ 70. No meio da tarde desta quarta, o item tinha preço de US$ 100,90.

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