Paulinho da Força reage a Flávio Bolsonaro por PL da Dosimetria
Em nota, o deputado federal afirmou que o Congresso teve “autonomia” sobre o texto e disse que conversou com os presidentes das Casas
atualizado
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O relator da Lei da Dosimetria na Câmara dos Deputados, deputado Paulinho da Força (Solidariedade-SP), rebateu o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) após ser acusado de ter um “jogo combinado” com o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).
O pré-candidato à Presidência falou em Santa Catarina no sábado (9/5).
“Acho estranho, porque foi o próprio Alexandre de Moraes que escreveu o texto aprovado no Congresso. Foi ele quem interditou o debate no Legislativo, tanto na Câmara quanto no Senado, porque nós queríamos a anistia ampla, geral e irrestrita. E, estranhamente, o relator na Câmara tem proximidade com o ministro, porque parece que ele recebia diretamente dele, perguntando o que poderia ou não estar nesse texto da dosimetria”, declarou.
Em resposta, Paulinho da Força foi às redes e publicou uma nota alegando que o texto foi construindo de “forma ampla”, além de ter ouvido todas as bancadas do Congresso Nacional, incluindo deputados, senadores e o próprio Flávio.
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No comunicado, o deputado informou ainda que conversou com os presidentes da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP).
Segundo a nota, isso “não representa submissão do Legislativo ao entendimento prévio do Judiciário, nem qualquer tipo de aval externo para a elaboração da proposta”.
Paulinho da Força também afirmou que o Congresso atuou de forma independente tanto na aprovação da Lei da Dosimetria quanto na derrubada do veto presidencial ao projeto.
“Não considero produtivo transformar esse debate em disputa política ou pessoal. O mais importante é garantir o cumprimento da lei, a harmonia institucional e o respeito às decisões democraticamente construídas pelo Parlamento brasileiro”, destacou.
