Passageiro acusa motorista de ônibus por homofobia na Zona Leste

O condutor do coletivo teria se irritado com um beijo entre dois homens, parou o veículo e mandou, aos gritos, que eles descessem do ônibus

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atualizado 08/09/2019 14:24

Um morador da Zona Leste de São Paulo acusou um motorista de ônibus da SPTrans de homofobia na manhã do último sábado (07/09/2019). Segundo o passageiro, o motorista o agrediu com socos e o obrigou a descer do veículo na Avenida Maria Luiza Americano, na Cidade Líder, após a vítima beijar um rapaz que o acompanhava no trajeto.

O passageiro afirma que tudo começou quando o nariz dele começou a sangrar. O rapaz, então, dedicou sua atenção a ele e o beijou. Eles estavam acompanhados também da prima de vítima, voltando de uma festa. Neste momento, o motorista do ônibus teria se irritado com a cena, parado o veículo e mandado, aos gritos, que eles descessem do ônibus.

O ator Marcello Santanna, porém, se recusou. “Disse que tinha pago e perguntei qual seria o motivo pra gente sair”, explica.

Ele mudou de ideia quando o motorista deixou o volante e caminhou em direção ao grupo. “Levantei as mãos e disse ‘tá tudo bem, eu vou embora’, ele já veio nos socos, sem ao menos nem ter tempo pra terminar de falar. O rapaz e minha prima desceram para me socorrer, o motorista entrou na lotação e foi embora”, afirma o passageiro.

O que diz a SPTrans

A SPTrans repudia a violência relatada pelo passageiro e informa que vai colaborar com as investigações policiais. A SPTrans já encaminhou o caso à empresa que opera a linha para que identifique o motorista e tome as providências cabíveis em relação a seu funcionário.

Como gestora do sistema de transporte público, a SPTrans realiza junto às empresas operadoras o programa Viagem Segura, com treinamentos que incluem itens como condução segura, respeito aos passageiros, idosos e pessoas com mobilidade reduzida além de conduta durante casos de abuso. Em 2018, o programa treinou 62.739 trabalhadores entre motoristas, cobradores e fiscais.