Para presidente da ANJ, imprensa livre evita o “suicídio democrático”

Associação Nacional de Jornais realiza, em parceria com o STF, a exposição Liberdade & Imprensa – o papel do jornalismo na democracia

atualizado 05/05/2022 12:39

Escultura A Justiça, localizada em frente ao STF - MetrópolesGil Ferreiro/SCO/STF

No momento em que se debate a manutenção da democracia no Brasil e que o mundo vive o terror de uma guerra na Europa, a Associação Nacional de Jornais (ANJ) realiza, em parceria com o Supremo Tribunal Federal (STF), a exposição Liberdade & Imprensa – o papel do jornalismo na democracia brasileira.

Na abertura do evento, nesta quinta-feira (5/5), o presidente da ANJ, Marcelo Rech, ressaltou que a “imprensa precisa ser livre para que nações não cometam suicídio democrático”. Ele ainda frisou em seu discurso que a informação de qualidade, a imprensa e a valorização da balança democrática são pilares para que “que regimes de força não conduzam seus povos para aventuras, guerras, carnificinas e sofrimento em larga escala”.

Marcelo Rech citou a situação dos refugiados na guerra da Rússia contra a Ucrânia. Hoje, segundo dados do Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (Acnur), 5 milhões de habitantes da Ucrânia fugiram do país no Leste Europeu.

Para Rech, se houvesse imprensa livre na Rússia, não haveria “milhões de refugiados e dezenas de milhares de pais e mães chorando a morte de seus filhos”. “Não haveria massacres, destruição de prédios civis e hospitais e nem uma impensável ameaça de terceira guerra mundial”, continuou.

O presidente da ANJ ainda completou: “A imprensa russa não morreu de uma hora para outra. Ela foi sendo sufocada gradualmente por um governo autocrático, em um rito similar ao de outros países”.

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