Para evitar lotação, mais 600 ônibus devem rodar em Goiânia e região

Após flagrantes na segunda (8/3), mais veículos devem ser colocados em circulação até quarta-feira (10) em toda região metropolitana

atualizado 09/03/2021 10:01

Terminal de transporte coletivo lotado de passageiros em GoiâniaVinícius Schmidt/Metrópoles

Goiânia – Após uma reunião na tarde dessa segunda-feira (8/3) entre diversos órgãos públicos ficou acertado que as empresas responsáveis pelo transporte coletivo na região metropolitana da capital goiana colocarão mais 600 veículos nas linhas, até a próxima quarta-feira (10/3).

O objetivo é evitar aglomerações e, consequentemente, a proliferação do coronarívus.

A reunião para discussão do transporte coletivo teve a participação da Defensoria Pública do Estado de Goiás (DPE-GO), o Ministério Público de Goiás (MPGO), Procon Goiás e Ministério Público de Contas junto ao Tribunal de Contas dos Municípios (TCMGO), além da Companhia Metropolitana de Transportes Coletivos (CMTC) e Redemob.

No total, 1,1 mil ônibus devem ser colocados em operação, com atenção especial para os horários de pico. De acordo com os órgãos, esse número corresponde a 100% da frota disponível. Outros 45 veículos biarticulados rodarão no Eixo Anhanguera, linha que corta a capital entre os extremos leste e oeste, tem 14 km de extensão e, por onde passam mais de 240 mil pessoas diariamente.

De acordo com a Rede Metropolitana de Transporte Coletivo (RMTC), além dos 826 veículos já disponibilizados na frota de soltura, conforme Boletim do Transporte divulgado diariamente, foram acrescidos ao sistema, de acordo com o que foi determinado pelo órgão gestor, mais 174 ônibus nesta terça (9/3), que estão rodando normalmente.

“Estes veículos são da frota extra e da frota reserva, que passaram por uma completa revisão nos últimos dias por dezenas de profissionais que trabalharam, dedicados, para atender à população. As empresas continuam trabalhando para inserir novos veículos no sistema durante os próximos dias”, informou por nota a RMTC.

A CMTC calcula que a partir do início da pandemia, houve uma redução de 85% no número de passageiros no transporte coletivo da região metropolitana de Goiânia. No entanto, na prática, principalmente nos horários de pico, os flagrantes de lotação são comuns. Na última semana, mesmo com as restrições na tentativa de frear a contaminação da Covid-19, a queda foi apenas de 25%.

 

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Aumento das restrições

Os municípios de Goiânia e Aparecida de Goiânia, os principais da região metropolitana e com maior fluxo de pessoas, reforçaram as medidas de isolamento social por mais tempo. As duas cidades reforçaram e exigiram que passageiros só sejam transportados sentados no transporte coletivo, para evitar lotações nos veículos e terminais de ônibus. 

No último sábado (6/3), os municípios decidiram pela manutenção e endurecimento das medidas restritivas e o comércio fechado por mais sete dias, em decorrência do avanço da pandemia da Covid-19.

Diante do quadro acelerado da pandemia, a prefeitura de Goiânia decidiu não só manter as restrições por mais sete dias, mas também aumentar a fiscalização e adotar medidas mais incisivas.

A partir desta segunda-feira (8/3), as distribuidoras de bebidas só poderão funcionar pelo sistema delivery e o acesso a supermercados será restrito somente a um membro do núcleo familiar por vez.

Goiânia e região fazem parte das áreas do estado que estão em calamidade. A rede municipal de saúde da capital nunca teve tantos leitos de UTI como agora. Nos últimos dois meses, 118 novos leitos foram abertos e, mesmo assim, a ocupação segue quase de 100%.

Ao todo, 222 cidades goianas estão no nível mais avançado da pandemia. Na tarde deste domingo, a ocupação das UTIs da rede estadual, em Goiás, ultrapassou os 98%.

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