Covid-19: Goiânia e região metropolitana terão lockdown de 7 dias

Medida foi acertada nesta sexta por prefeitos e governador e será reavaliada a cada semana. Fórum Empresarial foi favorável ao fechamento

atualizado 26/02/2021 20:56

prefeito de goiÂnia, rogério cruz, ronaldo caiado e prefeito de aparecida de goiânia, gustavo mendanhaVinícius Schmidt/Metrópoles

Goiânia – Em reunião emergencial na prefeitura de Goiânia nesta sexta-feira (26/2), com presença de prefeitos de cidades da região metropolitana da capital, do governador de Goiás, Ronaldo Caiado (DEM) e de representantes do Fórum Empresarial, foi discutida e acertada a adoção de lockdown por sete dias, a partir da próxima segunda-feira (29/1).

A ocupação dos leitos de UTI e de enfermaria reservados a pacientes com Covid-19 oscila acima dos 80% nas cidades e a testagem feita em amostragens da população em Goiânia e Aparecida de Goiânia mostram índices preocupantes, segundo os gestores, capazes de colapsar o sistema de saúde, caso medidas mais restritivas não sejam tomadas.

Decretos municipais estão sendo elaborados e serão divulgados neste sábado (27/2) com as regras do lockdown. A princípio, a ideia é liberar somente as atividades essenciais, ligadas à alimentação, como supermercados, mercearias e serviços de delivery. Após o prazo estipulado de sete dias, os resultados serão analisados e as restrições poderão ser reavaliadas.

Segundo o prefeito de Aparecida de Goiânia, Gustavo Mendanha (MDB), da mesma forma que a reabertura poderá ser gradual, a continuidade do lockdown também poderá ser mantida por mais sete dias.

Os secretários de Saúde dos municípios devem se reunir nesta noite para traçar as regras da medida e definir o texto do decreto. Na reunião de hoje, 10 de 13 prefeitos das cidades do entorno de Goiânia compareceram e se mostraram favoráveis ao lockdown.

A medida é anunciada um dia depois de começar a valer em Goiânia as regras de decreto que proibiu eventos e reduziu o tempo permitido de funcionamento para bares, restaurantes, igrejas, academias, shoppings e outros. Com a continuidade da alta dos números, não restou saída para a administração da capital goiana.

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Setor comercial

O setor comercial mostrou-se favorável à medida. O presidente da Fecomércio em Goiás, Marcelo Baiocchi, reconheceu a dificuldade do momento, depois de ver os dados apresentados na reunião.

“Nós, empresários, queremos manter tudo em funcionamento, mas os números, infelizmente, não permitem. A saúde está demonstrando uma contaminação muito alta”, diz.

O governador Ronaldo Caiado voltou a destacar a velocidade de transmissão das novas cepas da Covid-19 em Goiás. Ele já se disse temeroso, diante disso. A variante inglesa já foi identificada em Goiás, em cidades do Entorno do Distrito Federal, e a contaminação já ocorre comunitariamente.

Ocupação dos leitos de UTI

O Estado aumentou a quantidade de leitos de UTI, na rede estadual de saúde, nas últimas semanas, por causa da alta demanda. Mesmo assim, o índice de ocupação persiste acima dos 90%. Nesta noite, segundo o painel on-line da Covid-19 da Secretaria de Estado da Saúde (SES-GO), 92,87% dos 407 leitos de UTI estão ocupados.

No Hospital de Campanha de Enfrentamento ao Coronavírus (HCamp) de Goiânia, principal unidade do Estado desse perfil, 100% dos leitos de UTI estão com pacientes acometidos pela doença.

Presença

Participaram da reunião desta sexta em Goiânia prefeitos dos municípios de Abadia de Goiás, Aragoiânia, Bela Vista de Goiás, Bonfinópolis, Caldazinha, Goianira, Hidrolândia, Nerópolis, Santo Antônio de Goiás e Trindade. Os presentes foram unânimes em concordar com medidas mais duras a partir dos próximos dias.

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