Goiânia endurece medidas para evitar maior proliferação do coronavírus

Novo decreto da Prefeitura de Goiânia traz medidas mais restritivas para a população, que, segundo a administração, precisa colaborar

atualizado 23/02/2021 16:12

aglomeração barDivulgação/Prefeitura de Goiânia

Goiânia – Os flagrantes de desrespeito ao distanciamento social, como a realização de festas clandestinas, e falta de uso da máscara em Goiânia são frequentes, mesmo com o significativo aumento de casos da Covid-19 na cidade. Com o objetivo de reduzir o contágio da doença, a administração municipal anunciou, por meio de um novo decreto, que deve ser publicado ainda nesta segunda-feira (22/2), medidas mais restritivas para a população.

Em coletiva de imprensa na tarde desta segunda (22/2), os secretários municipais de Governo e da Saúde, Andrey Azeredo e Durval Pedroso, respectivamente, explicaram as novas regras do decreto para a população goianiense. O novo documento terá validade a partir da próxima quinta-feira (25/2).

De acordo com Pedroso, conforme o mapa da pandemia, Goiânia oscila entre a situação de alerta e crítica.

Conforme anunciado por Azeredo, o número de servidores municipais em trabalho presencial será reduzido em 50%, com a outra parcela de trabalhadores em modelo home office. Os grupos serão alternados a cada 14 dias. De acordo com secretário de Administração, a medida também visa desafogar o transporte coletivo da capital.

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Veja as novas medidas:

Shoppings, bares e restaurantes terão limite de funcionamento até às 22h e devem funcionar com apenas 50% da capacidade. Vale ressaltar a proibição de qualquer modalidade de som (música ao vivo, som automotivo e outros) neste ambientes.

Já para escolas, salões de beleza, barbearias e academias de ginástica o funcionamento fica restrito a 30% da capacidade.

Em relação aos eventos particulares, como cerimônias e festas de casamento, o novo decreto proíbe tais aglomerações, bem como o uso de salões de festas de condomínios verticais e horizontais. Essas reuniões estavam liberadas até 150 pessoas, mas com o avanço da pandemia no município, a Prefeitura determina que não ocorram mais.

Para a região da 44, polo varejista com grande circulação de pessoas em Goiânia, as atividades ficam estabelecidas em quatro dias por semana, de quarta-feira à sábado, das 7h às 15h. Segundo Azeredo, o horário alternativo fixado para o funcionamento do comércio no local também visa diminuir a demanda no transporte público.

Apelo

Durante a coletiva, o secretário de Governo de Goiânia, Andrey Azeredo, cobrou o engajamento da população com as novas medidas. Segundo ele, o município tem feito o seu papel, mas é preciso evitar a proliferação da doença, o que depende da responsabilidade dos goianienses.

“Esperamos o engajamento dos setores público, privado e da população. Queremos evitar as mortes e o contágio, porque ter leito disponível não quer dizer que a pessoa vai se salvar. A conscientização é de cada um para que a gente consiga manter a capacidade de atendimento. Não queremos chegar ao estágio crítico de outras capitais. Precisamos salvar vidas de forma incessante”, afirmou Azeredo.

Questionado sobre o estoque de oxigênio de Goiânia, o titular da secretaria de Governo afirmou que o município tem um contrato em vigor e há uma licitação para ampliar o atendimento em andamento.

Fiscalização

Azeredo reforçou a força-tarefa feita pelo município para conter aglomerações e estabelecimentos que estejam em desacordo com as medidas estabelecidas pelo executivo de Goiânia. De acordo com ele, a prefeitura está atuante e enérgica, no entanto, para que a cidade tenha o melhor resultado possível, é indispensável a participação de todos.

Só no último sábado (20/2), equipes de fiscalização da capital goiana encerraram aglomerações em ao menos três bares. Além de clientes próximos uns dos outros e sem proteção da máscara, os estabelecimentos estavam fora do horário de funcionamento permitido, que até então era às 23h.

Goiânia é uma das 16 capitais que preveem punição para o não uso de máscara durante a pandemia de Covid-19. Em Goiânia, a infração rende multa no valor de R$ 110. Já os reincidentes pagam R$ 1.045,00. Para os estabelecimentos infratores, a punição é de R$ 4.705,00.

De acordo com a Prefeitura, até o dia 12 de fevereiro, foram aplicadas 209 multas na cidade para estabelecimentos e pessoas físicas devido ao não uso de máscaras.

Críticas

O secretário de saúde de Goiânia, Durval Pedroso, rebateu as críticas sobre o número de leitos disponíveis na capitais, que não seriam usados para colaborar com a demanda dos hospitais estaduais. “Esse tipo de atitude nunca existiu, não existe interior e capital, existem vidas. Índices apontam que a maior taxa de ocupação de UTIs são de pessoas não vindas de Goiânia. Há uma sobrecarga do sistema”, afirmou ele.

De acordo com Pedroso, mesmo com o incremento de mais 10 leitos de Unidades de Terapia Intensiva (UTI) na rede municipal de saúde de Goiânia, o índice de ocupação dos leitos está superior a 75%.

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