Pai de Henry Borel: Jairinho e Monique condenados será “nova realidade”

O pai de Henry, Leniel Borel. enfatiza que espera que não haja “mais manobras” por parte da defesa dos acusados

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Foto: Aline Massuca/Metrópoles
O engenheiro Leniel Borel, pai de Henry
1 de 1 O engenheiro Leniel Borel, pai de Henry - Foto: Foto: Aline Massuca/Metrópoles

Leniel Borel (foto em destaque), pai de Henry Borel, de 4 anos, exigiu justiça pelo filho, morto em março de 2021, e espera que o ex-vereador Jairo Souza Santos Júnior, o Jairinho, e Monique Medeiros, suspeitos do assassinato da criança, sejam condenados.

“Espero que ambos sejam condenados pelo que fizeram naquele apartamento. Se não falarem, como não vão falar, a régua está estabelecida. A condenação deles vai acontecer e será o início de uma nova realidade para outros agressores de crianças no nosso país”, ressaltou Leniel.

A Justiça do Rio retomou o julgamento do crime nesta segunda-feira (25/5).

“Eu nunca imaginei estar nesta posição, mas também nunca imaginei perder meu filho de uma forma tão trágica. Espero que a gente não veja mais uma manobra, assim como vimos nesses últimos dois meses. Espero que a Justiça realmente seja em prol da vítima”, declarou Leniel à imprensa, na frente do 2º Tribunal do Júri, no Rio de Jsneiro.

Ao reivindicar Justiça, Leniel enfatiza que espera que não haja “mais manobras” por parte da defesa dos acusados. O pai de Henry se refere ao adiamento do julgamento em 23 de março, após a defesa de Jairinho abandonar a sessão para forçar o adiamento do julgamento.

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Jairinho e Monique são acusados pela morte do menino
Monique vivia com Dr. Jairinho há cerca de quatro meses
Henry Borel
Henry Borel morreu aos 4 anos de idade
Semanas antes do crime ocorrer, a babá que cuidava de Henry alertou Monique, por mensagem, sobre um episódio em que Jairinho se trancou no quarto do casal com o menino, que depois deixou cômodo alegando dores e mancando
Henry Borel morreu aos 4 anos de idade
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Henry Borel morreu aos 4 anos de idade

Reprodução/Instagram
Jairinho e Monique são acusados pela morte do menino
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Jairinho e Monique são acusados pela morte do menino

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Monique vivia com Dr. Jairinho há cerca de quatro meses
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Monique vivia com Dr. Jairinho há cerca de quatro meses

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Henry Borel
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Henry Borel

Henry Borel morreu aos 4 anos de idade
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Henry Borel morreu aos 4 anos de idade

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Semanas antes do crime ocorrer, a babá que cuidava de Henry alertou Monique, por mensagem, sobre um episódio em que Jairinho se trancou no quarto do casal com o menino, que depois deixou cômodo alegando dores e mancando
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Semanas antes do crime ocorrer, a babá que cuidava de Henry alertou Monique, por mensagem, sobre um episódio em que Jairinho se trancou no quarto do casal com o menino, que depois deixou cômodo alegando dores e mancando

Arquivo Pessoal

 

Leniel ainda comentou que a Lei Henry Borel tem ajudado milhares de crianças que são vítimas de maus-tratos ou negligenciadas pelos pais. Ele espera que os suspeitos, mãe e padrasto da criança, paguem pelos crimes e sejam condenados.

“Espero que hoje a gente veja realmente a história, a justiça sendo feita pelo meu Henry e por  essas milhares, se não milhões, de crianças que são vítimas o dia inteiro, o ano inteiro. Eu vi mais de seis mil crianças, medidas protetivas com a lei Henry Borel que leva o nome do meu filho”, disse Leniel.

A Lei Henry Borel foi criada após a morte da criança e consiste na adoção de mecanismos rigorosos para a prevenção e o enfrentamento da violência doméstica e familiar contra crianças e adolescentes

Jairinho responde por homicídio qualificado e Monique, por homicídio qualificado e omissão. A sessão é aberta com a presença mínima de 15 jurados para ouvir as testemunhas.

Relembre o caso

Henry Borel morreu na madrugada de 8 de março de 2021, na Barra da Tijuca, zona oeste do Rio de Janeiro, no apartamento onde vivia com a mãe, Monique Medeiros, e o padrasto, o médico e ex-vereador Jairo Souza Santos Júnior, o Dr. Jairinho.

À época do crime, os dois alegaram que a criança teria sido encontrada desacordada no imóvel. Henry foi levado ao hospital, mas os profissionais de saúde constataram a morte por hemorragia interna e laceração hepática.

A partir daí, uma investigação complexa foi iniciada para esclarecer o que teria ocorrido no imóvel. Os réus sustentam a versão de que houve um acidente doméstico.

No entanto, o laudo do Instituto Médico-Legal (IML) invalidou essa versão, após constatar 23 lesões pelo corpo da criança.

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