
Mirelle PinheiroColunas

Pai de Henry Borel volta a pedir por Justiça: “Não aceito retrocesso”. Veja vídeo
Leniel Borel se pronunciou à coluna após Monique Medeiros se entregar na 34ª DP (Bangu), na manhã desta segunda-feira (20/4)
atualizado
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Leniel Borel, pai do menino Henry Borel, morto em março de 2021, voltou a cobrar justiça para o caso após Monique Medeiros, acusada de participação no homicídio do filho, se entregar na 34ª Delegacia de Polícia (Bangu) na manhã desta segunda-feira (20/4).
Em um vídeo enviado à coluna, Leniel declarou que a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) foi necessária para proteger o processo, o julgamento e as testemunhas diante de “manobras que vêm tentando sabotar a Justiça”.
Ele afirmou que o julgamento do caso não envolve apenas o menino Henry, mas também a questão do respeito à Justiça e à própria sociedade.
“Eu sigo lutando como pai, como vítima e como assistente de acusação e não vou aceitar nenhum retrocesso”, destacou.
Para o pai, o ministro Gilmar Mendes reconheceu com clareza o risco concreto que a soltura de Monique Medeiros representa e reafirmou a gravidade extrema do crime, cobrando celeridade no julgamento.
A prisão
Monique compareceu à 34ª Delegacia de Polícia (Bangu), onde foi cumprido mandado de prisão preventiva contra ela.
Na última sexta-feira (17/4), o ministro Gilmar Mendes, do STF, restabeleceu a prisão preventiva de Monique.
A decisão ocorreu após a Procuradoria-Geral da República (PGR) se manifestar pela prisão. O parecer foi anexado à Reclamação 92.961, protocolada pela defesa de Leniel Borel, que contesta o relaxamento da prisão de Monique.
A ré havia sido solta em março deste ano, após o adiamento do julgamento para o dia 25 de maio, depois que a defesa de Jairo Souza Santos Júnior, o Jairinho, padrasto da criança, abandonou o plenário.
A morte de Henry
A criança morreu na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio de Janeiro, em 8 de março de 2021, no apartamento onde vivia com a mãe, Monique Medeiros, e o padrasto, o médico e ex-vereador Jairo Souza Santos Júnior, o Dr. Jairinho.
À época do crime, os dois afirmaram que a criança havia sido encontrada desacordada no imóvel. Henry foi levado ao hospital, mas os profissionais de saúde constataram a morte por hemorragia interna e laceração hepática.
A partir daí, uma investigação complexa foi iniciada para esclarecer o que teria ocorrido no imóvel. Os réus sustentam a versão de acidente doméstico e alegam inocência. Contudo, o laudo do Instituto Médico-Legal (IML) invalidou essa versão ao constatar 23 lesões pelo corpo da criança.












