Inscreva-se no canal MetrópolesTV no YouTube
Mirelle Pinheiro

Pai de Henry Borel volta a pedir por Justiça: “Não aceito retrocesso”. Veja vídeo

Leniel Borel se pronunciou à coluna após Monique Medeiros se entregar na 34ª DP (Bangu), na manhã desta segunda-feira (20/4)

Material cedido ao Metrópoles
Pai de Henry Borel volta a pedir por Justiça: “Não aceito retrocesso”

Leniel Borel, pai do menino Henry Borel, morto em março de 2021, voltou a cobrar justiça para o caso após Monique Medeiros, acusada de participação no homicídio do filho, se entregar na 34ª Delegacia de Polícia (Bangu) na manhã desta segunda-feira (20/4).

Em um vídeo enviado à coluna, Leniel declarou que a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) foi necessária para proteger o processo, o julgamento e as testemunhas diante de “manobras que vêm tentando sabotar a Justiça”.

Ele afirmou que o julgamento do caso não envolve apenas o menino Henry, mas também a questão do respeito à Justiça e à própria sociedade.

“Eu sigo lutando como pai, como vítima e como assistente de acusação e não vou aceitar nenhum retrocesso”, destacou.

Entre no canal de WhatsApp da Coluna Mirelle Pinheiro

Para o pai, o ministro Gilmar Mendes reconheceu com clareza o risco concreto que a soltura de Monique Medeiros representa e reafirmou a gravidade extrema do crime, cobrando celeridade no julgamento.

A prisão

Monique compareceu à 34ª Delegacia de Polícia (Bangu), onde foi cumprido mandado de prisão preventiva contra ela.

Na última sexta-feira (17/4), o ministro Gilmar Mendes, do STF, restabeleceu a prisão preventiva de Monique.

A decisão ocorreu após a Procuradoria-Geral da República (PGR) se manifestar pela prisão. O parecer foi anexado à Reclamação 92.961, protocolada pela defesa de Leniel Borel, que contesta o relaxamento da prisão de Monique.

A ré havia sido solta em março deste ano, após o adiamento do julgamento para o dia 25 de maio, depois que a defesa de Jairo Souza Santos Júnior, o Jairinho, padrasto da criança, abandonou o plenário.

Pai de Henry Borel volta a pedir por Justiça: “Não aceito retrocesso” - destaque galeria
6 imagens
Leniel Borel - pai de Henry Borel
Semanas antes do crime ocorrer, a babá que cuidava de Henry alertou Monique, por mensagem, sobre um episódio em que Jairinho se trancou no quarto do casal com o menino, que depois deixou cômodo alegando dores e mancando
Henry Borel morreu aos 4 anos de idade
Henry Borel
Henry Borel
Jairinho e Monique foram presos e respondem por tortura, homicídio triplamente qualificado, além de fraude processual, coação no curso do processo e falsidade ideológica. O caso aguarda para ser julgado pela Justiça
1 de 6

Jairinho e Monique foram presos e respondem por tortura, homicídio triplamente qualificado, além de fraude processual, coação no curso do processo e falsidade ideológica. O caso aguarda para ser julgado pela Justiça

Aline Massuca/Metrópoles
Leniel Borel - pai de Henry Borel
2 de 6

Leniel Borel - pai de Henry Borel

Reprodução
Semanas antes do crime ocorrer, a babá que cuidava de Henry alertou Monique, por mensagem, sobre um episódio em que Jairinho se trancou no quarto do casal com o menino, que depois deixou cômodo alegando dores e mancando
3 de 6

Semanas antes do crime ocorrer, a babá que cuidava de Henry alertou Monique, por mensagem, sobre um episódio em que Jairinho se trancou no quarto do casal com o menino, que depois deixou cômodo alegando dores e mancando

Arquivo Pessoal
Henry Borel morreu aos 4 anos de idade
4 de 6

Henry Borel morreu aos 4 anos de idade

Reprodução/Instagram
Henry Borel
5 de 6

Henry Borel

Henry Borel
6 de 6

Henry Borel

Reprodução/ redes sociais

A morte de Henry

A criança morreu na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio de Janeiro, em 8 de março de 2021, no apartamento onde vivia com a mãe, Monique Medeiros, e o padrasto, o médico e ex-vereador Jairo Souza Santos Júnior, o Dr. Jairinho.

À época do crime, os dois afirmaram que a criança havia sido encontrada desacordada no imóvel. Henry foi levado ao hospital, mas os profissionais de saúde constataram a morte por hemorragia interna e laceração hepática.

A partir daí, uma investigação complexa foi iniciada para esclarecer o que teria ocorrido no imóvel. Os réus sustentam a versão de acidente doméstico e alegam inocência. Contudo, o laudo do Instituto Médico-Legal (IML) invalidou essa versão ao constatar 23 lesões pelo corpo da criança.