
Mirelle PinheiroColunas

“Bart”, bandido do CV mais procurado de GO, é preso em operação no Rio
A prisão ocorreu na manhã desta segunda-feira (20/4), durante a operação policial que deixou turistas ilhados na Zona Sul do Rio
atualizado
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A coluna apurou que um dos criminosos presos nesta segunda-feira (20/4) durante a operação policial que deixou turistas ilhados na Zona Sul do Rio de Janeiro (RJ) é apontado como sendo o faccionado do Comando Vermelho (CV) mais procurado do estado de Goiás (GO).
Patrick Cesar Tobias Xavier (foto em destaque), de 38 anos, foi preso em flagrante quando carregava mochilas contendo drogas, roupas camufladas e rádio comunicador
No momento da abordagem, ele apresentou documento falso em nome de “Rodrigo Silva”.
Conhecido como “Bart”, Patrick é um dos criminosos mais procurados do estado de Goiás. O nome dele consta no Projeto Captura, do Ministério da Justiça e Segurança Pública, programa que monitora indivíduos de alta periculosidade com atuação relevante no crime organizado.
Outras prisões
Além dele foram presos Christian Fernandes Rodrigues da Silva e Núbia Santos Oliveira.
Natural de Minas Gerais (MG), o homem foi flagrado portando um fuzil Colt calibre 5,56 e uma pistola Canik calibre 9 mm com numeração raspada.
Já a mulher é apontada como operadora financeira de uma célula baiana do CV. Ela foi capturada com base em mandados de prisão pelos crimes de organização criminosa, tráfico de drogas e associação para o tráfico.
Segundo a Polícia Civil, ela seria responsável pela gestão de recursos ilícitos e pela sustentação logística da organização, mantendo ligação direta com lideranças da facção.
Núbia é esposa de uma das principais lideranças do Comando Vermelho na Bahia, Wallas Souza Soares, conhecido como “Patola”.
As investigações apontam que, mesmo foragidos, os integrantes da facção continuam exercendo papel de liderança à distância, articulando ações criminosas e mantendo a estrutura do tráfico ativa, agora sob proteção do Comando Vermelho no Rio.
A operação
A ação foi deflagrada de forma integrada pelo Ministério Público da Bahia, pela Secretaria de Segurança Pública e pelas polícias civis da Bahia e do Rio de Janeiro, dentro da Operação Duas Rosas 2.
Durante a ação, houve intensa troca de tiros na comunidade, com apoio aéreo, o que provocou pânico entre moradores e turistas. Pessoas que estavam na região do Morro Dois Irmãos ficaram ilhadas, sem conseguir sair por conta do confronto.
A operação é um desdobramento direto da fuga em massa registrada na Bahia, episódio que também levou à prisão do ex-deputado federal Uldurico Júnior, suspeito de negociar propina para facilitar a evasão dos detentos. A defesa dele nega envolvimento.
O nome “Duas Rosas”, que batiza a investigação, faz referência ao valor negociado no esquema e ao uso de linguagem codificada entre os criminosos, que utilizavam o termo “rosas” para se referir ao dinheiro.
As forças de segurança afirmam que o monitoramento segue em andamento e que a prioridade é capturar todos os foragidos que continuam atuando a partir do Rio de Janeiro.








