Mirelle Pinheiro

Tesoureira de facção é presa após operação que deixou turistas ilhados no Rio

Ela é esposa de Wallas Souza Soares, o “Patola”, aliado direto do traficante Ednaldo Pereira dos Santos, o “Dada”

atualizado

metropoles.com

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Arte/Metrópoles
Núbia Santos Oliveira
1 de 1 Núbia Santos Oliveira - Foto: Arte/Metrópoles

A operação policial que transformou o Vidigal em cenário de confronto e deixou turistas ilhados na Zona Sul do Rio terminou com a prisão de uma das principais operadoras financeiras de uma facção criminosa.

Núbia Santos Oliveira (foto em destaque) foi presa na manhã desta segunda-feira (20/4), apontada como responsável por movimentar o dinheiro do Primeiro Comando de Eunápolis (PCE), grupo que atua no sul da Bahia e mantém ligação com o Comando Vermelho (CV).

Ela é esposa de Wallas Souza Soares, o “Patola”, aliado direto do traficante Ednaldo Pereira dos Santos, o “Dada”, principal alvo da operação e um dos 16 detentos que fugiram do Conjunto Penal de Eunápolis, em dezembro de 2024.

Segundo as investigações, Núbia atuava no núcleo financeiro da organização, sendo responsável por operações de lavagem de dinheiro. Contra ela, havia dois mandados de prisão em aberto por tráfico de drogas e homicídio.

A ação foi deflagrada de forma integrada pelo Ministério Público da Bahia, pela Secretaria de Segurança Pública e pelas polícias civis da Bahia e do Rio de Janeiro, dentro da Operação Duas Rosas 2.

Durante a ação, houve intensa troca de tiros na comunidade, com apoio aéreo, o que provocou pânico entre moradores e turistas. Pessoas que estavam na região do Morro Dois Irmãos ficaram ilhadas, sem conseguir sair por conta do confronto.

Além da prisão de Núbia, os agentes capturaram um homem em flagrante portando um fuzil e apreenderam drogas.

As investigações apontam que, mesmo foragidos, os integrantes da facção continuam exercendo papel de liderança à distância, articulando ações criminosas e mantendo a estrutura do tráfico ativa, agora sob proteção do Comando Vermelho no Rio.

A operação é um desdobramento direto da fuga em massa registrada na Bahia, episódio que também levou à prisão do ex-deputado federal Uldurico Júnior, suspeito de negociar propina para facilitar a evasão dos detentos. A defesa dele nega envolvimento.

O nome “Duas Rosas”, que batiza a investigação, faz referência ao valor negociado no esquema e ao uso de linguagem codificada entre os criminosos, que utilizavam o termo “rosas” para se referir ao dinheiro.

As forças de segurança afirmam que o monitoramento segue em andamento e que a prioridade é capturar todos os foragidos que continuam atuando a partir do Rio de Janeiro.

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