
Mirelle PinheiroColunas

Quem é “Dada”, traficante que causou tiroteio e deixou turistas ilhados no RJ
Apesar do cerco, o traficante conseguiu fugir por uma passagem estreita, que dificultou o avanço dos policiais
atualizado
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A operação que transformou o Vidigal em cenário de guerra, na manhã desta segunda-feira (20/4), e deixou turistas ilhados teve como principal alvo o traficante Ednaldo Pereira de Souza (foto em destaque), o “Dada”.
Segundo as investigações, ele é um dos chefes do Primeiro Comando de Eunápolis (PCE) e passou a atuar sob a proteção do Comando Vermelho (CV) após fugir do Conjunto Penal de Eunápolis, na Bahia, em dezembro de 2024.
Mesmo foragido, Dada continuava comandando atividades criminosas à distância, articulando ações do grupo e mantendo o controle do tráfico na região onde a facção atua.
Nos últimos dias, ele teria se deslocado para o Vidigal, onde alugou uma casa para receber familiares e amigos durante o feriado.
Monitorado por autoridades da Bahia, o paradeiro foi repassado às forças de segurança do Rio, que deflagraram a operação.
A tentativa de captura terminou em confronto. Houve intensa troca de tiros, com apoio de helicóptero, o que provocou pânico na região e deixou turistas ilhados no Morro Dois Irmãos, sem conseguir deixar o local.
Apesar do cerco, o traficante conseguiu fugir por uma passagem estreita, que dificultou o avanço dos policiais.
A operação faz parte de uma ação maior para capturar fugitivos da fuga em massa do presídio baiano, episódio que, segundo as investigações, teria sido articulado com apoio externo e até uso de influência política de um ex-deputado.
