Pai cria ação em apoio à causa autista após filho morrer em Petrópolis
Projeto Borboleta Azul vai capacitar 130 alunos para lidar com pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA)
atualizado
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Pouco mais de três meses após a perda de seu filho na tragédia de Petrópolis (RJ), o professor Alessandro Garcia teve uma iniciativa transformadora. Do luto, ele tirou forças para construir o sonho de criar um curso de capacitação para pessoas que convivem com autistas, como era seu filho.
“O projeto Borboleta Azul é sobre ressignificar um momento difícil e transformar a dor em iniciativa para ajudar o próximo”, diz.
A ação oferece nove módulos de treinamento e capacitação para cuidadores, profissionais e qualquer pessoa interessada em conhecer mais sobre o Transtorno do Espectro Autista (TEA).
Alessandro explica que teve a ideia de criar o projeto apenas duas semanas após a tragédia. O nome também é uma homenagem ao filho, já que a cor azul é símbolo do autismo.
No total, existem 70 milhões de pessoas com o TEA no mundo – 2 milhões no Brasil, segundo o Centro de Doenças e Prevenção (CDC) dos EUA. O número significa que uma em cada 44 crianças é autista.
Os cursos terão início neste sábado (28/5), em Petrópolis, e serão ministrados por profissionais com experiência na área, todos voluntários. A procura por vagas foi tamanha que, com 130 alunos matriculados, o curso teve de ser fechado. Alessandro, no entanto, promete continuar o projeto com uma segunda turma.
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