Paes sobre nova operação contra Castro: “Nível de canalhice ilimitado”
Ex-prefeito da capital do Rio e atual pré-candidato ao governo do estado atacou o rival após 8ª fase da Operação Compliance Zero
atualizado
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O ex-prefeito do Rio de Janeiro e pré-candidato ao governo do estado, Eduardo Paes (PSD), criticou o ex-governador Cláudio Castro, alvo de operação deflagrada nesta terça-feira (26/5) pela Polícia Federal (PF), sobre aportes bilionários do RioPrevidência no Banco Master.
“E nós achávamos que era só R$ 1,2 bilhão. Eram R$ 3 bilhões no caso principal. O nível de canalhice dessa máfia é ilimitado. E eles ainda querem ganhar por meio de eleições indiretas e lançar um protegido de Castro para governador. Meu Deus!”, escreveu Paes nas redes sociais.
E a gente achando que era só 1.2bi. Foram 3bi no Master. O nível de vagabundagem dessa máfia é sem limites. E ainda querem ganhar por eleições indiretas e lançar um pupilo do Castro Governador. Meu Deus! pic.twitter.com/oUAMASnE1N
— Eduardo Paes (@eduardopaes) May 26, 2026
Paes se refere ao fato de que a RioPrevidência havia informado que aplicou R$ 970 milhões em letras financeiras do Master entre outubro de 2023 e julho de 2024. Porém, nessa nova fase da investigação, a PF descobriu uma aplicação de mais R$ 2 bilhões feita depois desse período, enquanto Castro estava no comando do governo do Rio.
A dinheirama foi investida em letras financeiras e funcionava, na prática, como empréstimos feitos ao Banco Master em troca da promessa de rentabilidade futura. O problema é que os papéis não possuíam cobertura do Fundo Garantidor de Créditos (FGC), mecanismo usado para proteger investidores em casos de quebra bancária.
A outra referência apontada por Paes é sobre o presidente da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), Douglas Ruas (PL), aliado de Castro.
O próprio órgão acionou o Supremo Tribunal Federal (STF) para tentar transferir o governo interino para Ruas (atualmente, é chefiado pelo desembargador Ricardo Couto, presidente do Tribunal de Justiça), mas a definição final depende de análise.