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Brasil

Padilha: PF investiga Bolsonaro por associação criminosa e corrupção de menores

Ministro Alexandre Padilha disse que "qualquer ação criminosa que visa atacar o Plano Nacional de Imunização deve ser apurada e punida"

03/05/2023 11:24, atualizado 03/05/2023 11:33
Matheus Veloso/Metrópoles
Assessores Alexandre Padilha pós reunião com Lula em Brasília / Metrópoles

O ministro das Relações Institucionais do governo Lula, Alexandre Padilha, foi a primeira autoridade do primeiro escalão a comentar a operação da Polícia Federal (PF) contra o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e assessores na manhã desta quarta-feira (3/5).

“Crimes de infração de medida sanitária preventiva, associação criminosa, inserção de dados falsos em sistemas de informação e corrupção de menores. Essas são as ações que a Polícia Federal investiga do ex-presidente”, escreveu Padilha, em postagem nas redes sociais.

“Tudo isso aconteceu durante a pandemia, enquanto o Brasil enfrentava a maior crise sanitária da sua história. Qualquer ação criminosa que visa atacar o Plano Nacional de Imunização deve ser apurada e punida pela Justiça brasileira”, completou Padilha, que já foi ministro da Saúde entre 2011 e 2014, na gestão da ex-presidente Dilma Rousseff (PT).

Veja as postagens do ministro de Lula:

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Bolsonaro negou irregularidades

Após ser alvo de operação da Polícia Federal na manhã desta quarta-feira (3/5), o ex-presidente Jair Bolsonaro repetiu que não tomou a vacina contra a Covid-19 e negou ter falsificado dados.

Não existe adulteração da minha parte. Eu não tomei a vacina. Li a bula e não tomei. Minha filha de 12 anos não tomou. A Michelle [Bolsonaro] tomou nos EUA”, disse em frente à casa onde mora, em Brasília.

A residência de Bolsonaro passou por busca e apreensão no âmbito da “Operação Venire”. Segundo a Polícia Federal, uma associação criminosa é acusada de inserir dados falsos de vacinação contra a Covid nos sistemas do Ministério da Saúde.