PA: 4 presos de Altamira são mortos durante transferência de presídio

Uma rebelião na última segunda-feira deixou, ao menos, 58 mortos. Governo do estado determinou a mudança dos detentos para outra cadeia

Maycon Nunes/ Ag ParáMaycon Nunes/ Ag Pará

atualizado 31/07/2019 13:22

Quatro detentos foram mortos, na noite dessa terça-feira (30/07/2019), durante transferência do presídio de Altamira, no Pará, após uma rebelião que deixou 58 mortos. Segundo informações da Secretaria de Estado de Segurança Pública e Defesa Social (Segup), os presos eram da mesma organização e comparsas no confronto entre as facções Comando Vermelho (CV) e Comando Classe A (CCA).

Os agentes encontraram os corpos dos quatro dentro do veículo ao chegarem ao município de Marabá, no sudeste do estado. A Segup informou que a causa da morte foi enforcamento, mas ainda não se sabe quais as circunstâncias dos assassinatos.

Os 30 presos eram transportados de Novo Repartimento para Marabá. Eles estavam algemados, divididos em quatro celas com capacidade para 40 pessoas. A Segup informou que não há caminhões com celas individuais para o deslocamento. Agora, os 26 detentos serão colocados em isolamento.

O governo do Pará determinou, nessa segunda-feira (29/07/2019), a transferência imediata de 46 presos envolvidos na rebelião ocorrida pela manhã, no Centro de Recuperação Regional de Altamira (CRRA).

O Gabinete de Gestão da Segurança Pública do estado confirmou a morte de 58, sendo que 16 foram decapitados. O restante morreu por asfixia. Dos 16 identificados como líderes das facções criminosas que lideraram o massacre, 10 foram transferidos para penitenciárias federais, por meio de tratativas realizadas entre o governador Helder Barbalho e o ministro da Justiça, Sergio Moro. O restante foi redistribuído pelos presídios estaduais.

Presos asfixiados
O motim começou no Bloco A do presídio de Altamira, onde estão os presos de uma organização criminosa. Um grupo rival invadiu o anexo. Depois dessa primeira ação, a ala foi trancada e, em reação, os detentos atearam fogo no local. De acordo com informações da Susipe, a fumaça tomou conta do local, levando diversos presos à morte.

Grupo Tático Operacional da Polícia Militar foi chamado ao local. A Polícia Civil, a Promotoria e o Juizado de Altamira estiveram na unidade participando das negociações para liberação dos reféns. O motim foi encerrado no início da tarde.

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