Moro determina transferência dos líderes da rebelião em prisão no Pará

Em nota, o ministro da Justiça disse que ações de inteligência devem ser intensificadas e pediu que a Força Nacional fique de "prontidão"

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atualizado 29/07/2019 19:15

O Ministério da Justiça e Segurança Pública determinou transferência e isolamento dos líderes da rebelião do presídio de Altamira, no Pará, que deixou 57 mortos, nesta segunda-feira (29/07/2019). Em nota, o ministro Sergio Moro disse que ações de inteligência devem ser intensificadas e pediu que a Força Nacional fique de “prontidão”.

Segundo a assessoria do ministério, ocorreu uma reunião de emergência, no início desta tarde, com secretários e diretores da Polícia Federal e membros do ministério para discutir o assunto. Além disso, a nota afirma que Moro conversou com o governador do Pará, Helder Barbalho (DEM-PA), sobre a situação.

A rebelião dentro do Centro de Recuperação Regional de Altamira, no sudoeste do Pará, começou por volta das 7 h desta segunda-feira (29/07/2019), devido a uma briga entre facções criminosas. De acordo com a Superintendência do Sistema Penitenciário (Susipe), o motim teve início quando detentos do Bloco A invadiram o anexo onde estão internos de um grupo rival. Além das vítimas, dois agentes prisionais foram feitos reféns.

Segundo o Gabinete de Gestão da Segurança Pública do Pará, foram confirmados 57 detentos mortos, sendo que 16 foram decapitados. Dez dos 16 identificados como líderes das facções criminosas que comandaram o ato irão para o regime federal, conforme tratativas realizadas entre o governador Helder Barbalho e Moro. O restante será redistribuído pelos presídios do estado.

Confira na íntegra a nota do ministério: 

“O Ministério da Justiça e Segurança Pública disponibilizou vagas no Sistema Penitenciário Federal para transferência e isolamento das lideranças criminosas envolvidas na rebelião que aconteceu na manhã desta segunda-feira (29), no Centro de Recuperação Regional de Altamira e deixou mais de 50 mortos. O ministro Sergio Moro lamentou as mortes e determinou a intensificação das ações de inteligência e que a Força Nacional fique de prontidão.

O ministro da Justiça acompanha de perto a situação e conversou com o governador do Pará, Helder Barbalho, ainda na manhã desta segunda. No início da tarde foi realizada uma reunião de emergência para tratar do assunto com o secretário Nacional de Segurança Pública Adjunto, Freibergue Rubem do Nascimento; secretário-Adjunto da Secretaria de Operações Integradas, José Washington Luiz Santos; o diretor-geral da Polícia Federal, Maurício Valeixo; o diretor-geral da Polícia Rodoviária Federal, Adriano Furtado; e diretor-geral do Departamento Penitenciário Nacional, Fabiano Bordignon.”

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