Rebelião em presídio de Altamira (PA) deixa ao menos 57 mortos

Uma briga entre facções criminosas rivais teria sido o motivo para o início do motim. Segundo informações da polícia, 16 foram decapitados

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atualizado 29/07/2019 19:24

Ao menos 57 detentos morreram nesta segunda-feira (29/07/2019) em decorrência de uma rebelião no Centro de Recuperação Regional de Altamira, no sudoeste do estado do Pará. O motim teve início por volta das 7h devido a uma briga entre facções criminosas rivais, o Comando Classe A (CCA) e o Comando Vermelho (CV). Dois agentes penitenciários foram mantidos reféns, mas liberados após negociações.

Segundo o Gabinete de Gestão da Segurança Pública do Pará, foram confirmados 57 detentos mortos, sendo que 16 foram decapitados. O restante morreu por asfixia.

Dez dos 16 identificados como líderes das facções criminosas que comandaram o ato irão para o regime federal, conforme tratativas realizadas entre o governador Helder Barbalho e Moro. O restante será redistribuído pelos presídios do estado.

O motim começou no Bloco A do presídio de Altamira, onde estão os presos de uma organização criminosa. Um grupo rival invadiu o anexo.

Depois dessa primeira ação, a ala foi trancada e, em reação, os detentos atearam fogo no local. De acordo com informações da Susipe, a fumaça tomou conta do local, o que levou diversos presos à morte.

Grupo Tático Operacional da Polícia Militar foram chamados ao local. A Polícia Civil, a Promotoria e o Juizado de Altamira estiveram na unidade participando das negociações para liberação dos reféns. O motim foi encerrado no início da tarde.

“Foi um ataque localizado e dirigido a exterminar integrantes da facção rival. Eles entraram, mataram e tocaram fogo”, afirmou o secretário extraordinário para Assuntos Penitenciários do Estado do Pará, Jarbas Vasconcelos do Carmo. Segundo ele, os detentos não fizeram nenhuma exigência. “Foi uma briga entre facções.”

O secretário disse ainda que não havia qualquer indicativo do setor de inteligência da Susipe sobre o ataque e, por isso, uma transferência de presos não estava prevista. “Não tínhamos nenhum relatório da nossa inteligência sobre um possível ataque desta magnitude de uma facção contra a outra.” (Com Agência Estado)

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